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Administração de vacinas no músculo deltoide: boas práticas na administração de vacinas.

Esta semana a ASTHA Cursos Especializados em Saúde traz o tema Boas Práticas na Administração de Vacinas. Hoje falaremos da aplicação de vacinas no músculo deltoide,  muito utilizado na aplicação de injeções e vacinas por ser uma musculatura de boa vascularização. A região do deltoide tem como vantagem a exposição mínima do corpo no momento da aplicação e facilidade de acesso, mas existem alguns cuidados a serem observados e é disso que falaremos em nosso texto da semana. Lembramos que o Curso em Sala de Vacinas está ativo e é totalmente ONLINE. Oportunidade para  o profissional de Enfermagem obter seu certificado de 40 horas  em Sala de Vacinação.

A prática da enfermagem em sala de vacinação está embasada no processo educacional e seus profissionais participam desse processo com ações que buscam a qualidade nos serviços prestados à população.

Na utilização da via intramuscular (IM), o imunobiológico é introduzido no tecido muscular, cuja vascularização do tecido proporciona a absorção do medicamento de forma mais rápida. As regiões anatômicas selecionadas para a injeção intramuscular devem estar distantes dos grandes nervos e de vasos sanguíneos, sendo o músculo deltoide uma das áreas mais utilizadas para a administração de vacinas.

Boas práticas para a aplicação IM no músculo deltoide: dentro dos procedimentos para vacinação, destacamos que, a “aspiração no momento da administração do imunobiológico em tecido muscular, para verificar se foi atingido algum vaso sanguíneo, NÃO está mais indicada”. De acordo com a literatura, é desnecessário esse procedimento, não havendo razões clínicas para sua realização.

Embora seja uma região de fácil acesso, nem sempre é bem desenvolvido representando, assim, grande risco de lesões relacionadas aos nervos axilares, radial, braquial e ulnar e à artéria braquial. O volume máximo a ser administrado no deltoide é de 1,0mL para adolescentes e adultos.

  • Garanta que a pessoa a ser vacina acompanhe todos os processos de preparo para a vacinação: a visualização da embalagem primária, a aspiração do conteúdo do  frasco, o conteúdo em si  e a administração da vacina e o descarte da seringa.
  • Siga as etapas de segurança do paciente do paciente descritas anteriormente: a identificação do paciente, a higienização correta das mãos e a comunicação efetiva e a prevenção de quedas   em relação ao procedimento.
  • Avalie a região anatômica indicada para a administração de cada imunobiológico, considerando a integridade e a massa muscular à palpação, evitando locais com endurecimento ou doloridos, com cicatrizes, manchas, tatuagens e lesões.

Segundo o Manual de Normas Procedimentos em Sala de Vacinação, e o Guia de Cuidados com o Armazenamento e Administração de Vacinas a vacinação segura requer o cumprimento das boas práticas em sala de vacina.

As ações de imunização devem ser visualizadas como parte integrante de um contexto global de estratégias preventivas, cujo papel do vacinador é oferecer o imunobiológico além dos espaços tradicionais. As ações extramuro compreendem além das escolas, empresas, mas também as áreas de maior vulnerabilidade social como morros, favelas, palafitas, invasões entre outras.

A figura do profissional de enfermagem na condição de vacinador é necessária para o sucesso do Programa Nacional de Imunizações. Esses profissionais são peças fundamentais para a vacinação segura e à acolhida dos usuários. Nesta engrenagem, ele é fundamental e precisa ser valorizado pelo trabalho que desempenha.

A rotina desgastante dos serviços de saúde, sobrecarrega este profissional que muitas vezes é percebido como alguém que pode desempenhar várias tarefas num único turno de trabalho. Vacinar não é somente um ato simples de fazer uma aplicação parenteral, requer conhecimento, atualização constante, cumprimento dos preceitos éticos e legais da profissão, organização administrativa do seu local de trabalho, conhecimento de informática.

Clique nos links a seguir. Colocamos à sua disposição textos que tratam dos assuntos relacionados à segurança do paciente em sala de vacinação: identificação do paciente ; higienização correta das mãos , comunicação efetiva  e prevenção de quedas 

Curso em Sala de Vacinas está ativo e é totalmente ONLINE. Oportunidade para  o profissional de Enfermagem obter seu certificado de 40 horas  em Sala de Vacinação.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano. Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva

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