Tudo bem dizer “não” para reuniões sociais durante a Pandemia

No Blog desta semana da ASTHA, em dias que antecede uma data comemorativa familiar e religiosa que é a Páscoa, oferecemos a você uma reflexão.  Se existe uma questão que tem desassossegado o nosso espaço relacional diante da Pandemia, que a todos pegou de surpresa, é o fato de dizer SIM ou NÃO para encontros sociais em demandas de alguns amigos ou parentes. Não é um “SIM” fácil de se dizer, assim como também não é fácil dizer NÃO!

A ASTHA Cursos Especializados em Saúde está atenta a este dilema,  que coloca em xeque as noções de promoção à saúde e prevenção de doenças articuladas por profissionais de saúde pública, quando esta se depara com a necessidade de impor distanciamento às pessoas da família e amigos, que compõe a nossa rede  social.

Noções e regras de distanciamento social entre amigos e parentes tendem ao rompimento inúmeras vezes e exigem de todos nós, sejamos ou não profissionais de saúde, um esforço emocional extra: dizer NÃO aos familiares, que não convivem juntos, ou amigos  no sentido de preservar e manter a segurança a si e ao outro, é extremamente desafiador. As recusas aos convites são difíceis porque temos receio do juízo que a outra pessoa fará de nós. E a ASTHA quer estar com você nesta tarefa e assim contribuir para a tomada de decisão, de uma forma mais confortável. Não há problema em dizer “não”, quando se fala com confiança e educadamente.

A seguir escrevemos algumas DICAS que procuramos com especialistas para DIZER NÃO à convites de amigos e familiares. E elas valem para todas as pessoas, independentemente da profissão, porque todos nós devemos ajudar a interromper a linha de transmissão do vírus, seguindo as regras de distanciamento social, uso de máscara e higienização constante das mãos e, também, saber dizer não. Adaptar-se à vida durante o COVID-19 pode afetar nossa saúde mental — há tantas coisas fora do nosso controle.

Uma coisa é certa: somente nós mesmos podemos controlar QUANTOS RISCOS queremos correr durante esta pandemia, mesmo que esses riscos possam ser benéficos para o nosso bem-estar emocional, eles não deixam de ser um risco de contaminação real. E corrê-lo, depende única e exclusivamente de nós mesmos.

Embora seja possível planejar um encontro presencial que seja minimamente seguro, ele SEMPRE SERÁ inconveniente neste momento. Sabemos que a decisão de participar de uma reunião social é extremamente pessoal e depende de alguns fatores:

  1. Se estivermos em algum grupo de risco para o desenvolvimento de doenças graves a partir de COVID-19 como doenças cardíacas severas; doença renal crônica; doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC); obesidade; doença falciforme e diabetes tipo 2, por exemplo;
  2. Se estamos vivendo ou cuidando de pessoas que estejam em grupo de risco;
  3. Se somos trabalhadores de estabelecimentos como hospitais, clínicas, mercearias ou restaurantes ou em direta interação com quem seja;
  4. Se nossa personalidade for especialmente afeita em correr determinados riscos;
  5. Se vivemos com alguém que também é afeito a assumir riscos conosco.

Para recusar ou aceitar um convite para sair ou uma combinação de reuniões com familiares que não vivem junto conosco, para comemorações ou almoços e jantares é bem importante que a gente considere e determine qual o nível de conforto que nós, e quem vive na mesma casa, sente em relação à COVID-19. Isso é praxe e pode ser feito agora, e pode ajudar muito a dizer um SIM ou um NÃO para pessoas queridas. Este exercício pode nos ajudar a limitar nossa ansiedade e o estresse que surgir se quisermos dar o NÃO como resposta para um convite. Será que dizemos “SIM” somente para agradar a outra pessoa?

Hei! Quantas vezes nós já usamos a expressão “Não, mas obrigado pelo convite” para recusar um convite, na qual, educadamente, explicamos que já temos outros planos, mas que adoraríamos definir algo para um futuro próximo? Em uma pandemia, que chegou de forma tão inesperada, sequer sabíamos que faria parte de nossas vivências, dizer “Não, mas obrigada pelo convite!”, ainda mais quando sabemos que não temos outros planos e não sabemos quando o tal futuro virá. Dizer “não” nestas circunstâncias, pode vir acompanhado com uma camada adicional de cobrança pessoal, estresse e sentimento de culpa. Será que a outra pessoa questionará nossa amizade? Será que vamos ferir os sentimentos do outro? Será que a pessoa vai pensar que a estamos julgando? Será que precisamos mencionar que o COVID-19 é a razão pela qual estamos recusando o convite?

Na verdade, não importa como alguém pode – ou não – reagir à nossa resposta, o que nós não podemos, nem devemos, fazer é concordar com algo com o qual estamos desconfortáveis, apenas para satisfazer a outra pessoa. A decisão certa é aquela que for a melhor para a nossa saúde, física e mental. Segundo a Houston Methodist dos Estados Unidos, existem alguns passos que podem ajudar a minimizar o estresse de recusar uma reunião social, que não achamos segura, durante a COVID-19:

  1. Sejamos positivos. Recusar um convite não precisa ser negativo. Podemos começar a responder com uma nota positiva: “Oi! Que legal ter notícias suas!” E terminar com um: “Eu também sinto falta de sair com você! Mas agora, nestes tempos, não dá!” Sempre tem alguns emojis bem apropriados que falam por nós 😊, se a resposta for escrita por e-mail ou por whatsapp.
  2. Resposta curta e delicada. Saber com o que nos sentimos confortáveis, e o porquê com relação à COVID-19 e diante disso elaborar uma resposta concisa e educada que deve ser tão simples quanto: “Eu adoraria vê-lo(a)/encontrá-lo(a), mas estou evitando reuniões presenciais devido ao COVID-19 neste momento”. Não é necessário detalhar o raciocínio sobre o porquê estamos dizendo não. Todas as pessoas, a princípio, sabem o que fazer com a COVID-19. Todos sabemos que algumas pessoas são de alto risco. Devemos considerar que muitas vezes são pessoas que mais avessas à ideia de risco que fazem convites de reuniões em tempo de pandemia.
  3. Dê uma resposta honesta. Embora possa ser tentador limitar o constrangimento inventando desculpas falsas, isso pode nos colocar em uma “espiral de desculpa falsa” — na qual a pessoa oferece uma data ou hora alternativa e nós temos que pensar em mais e mais desculpas. E isso, na verdade, pode até fazer com que nós digamos “sim” simplesmente para cobrir a desonestidade. Todos sabemos que a base de uma amizade saudável é a honestidade, não podemos cair nesta armadilha. Então ser honesto e verdadeiro é fundamental.
  4. Podemos sugerir uma maneira alternativa de sair. Se quisermos nos reconectar com a pessoa, recusar o convite não significa recusar sair completamente. Telefonemas, bate-papos por vídeo e jogos online juntos nunca compensarão a reconexão pessoalmente, mas certamente é melhor do que nada.

Lendo estas dicas, a recusa de um convite social pode ser realizado tranquilamente por qualquer um, sempre educadamente e confortavelmente, talvez desta forma:

“Que bom falar com você! Sinto falta de te ver, mas estou evitando reuniões presenciais agora devido ao COVID-19. Que tal planejarmos uma chamada de vídeo? Eu e o mundo estamos com muita vontade de sair. Mas agora, ainda não dá”.

“Olha, gostaria muito de almoçar/jantar com a família reunida. Mas agora não dá. Temos que romper a linha de transmissão do vírus, e os nossos velhos são do grupo de risco. Assim que pudermos, vai ser um festerê só!”

Escrito por Ana Stela Goldbeck, diretora da ASTHA Cursos Especializados em Saúde

Segurança do Paciente em Sala de Vacina: prevenção de quedas

Hoje o Blog da ASTHA Cursos Especializados em Saúde vai continuar abordando a Segurança do Paciente em Sala de Vacinação. Nesta semana, o tema é a prevenção de quedas em sala de vacinação. Lembrando que o curso ONLINE Sala de Vacinas está ativo para profissionais de Enfermagem, acadêmicos e estudantes, para o aperfeiçoamento e obtenção do Certificado 40 h.a em Sala de Vacinação.

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações o artigo Reações psicogênicas vacinais. Reação de estresse relacionada à imunização, cujos autores são Jose Gallucci-Neto e Renato Luiz Marchetti é importante observar alguns aspectos:

Resposta aguda ao estresse

“É a reação de luta ou fuga primitiva do nosso sistema nervoso central quando exposto a uma ameaça, como, por exemplo, vacinação, agulha, efeitos colaterais imaginados da imunização. Clinicamente, se apresenta com sensação de medo, pavor, vontade de fugir, hiperventilação, taquicardia, náuseas e vômitos, formigamento de extremidades e sensação de desmaio, podendo evoluir para síncope vasovagal.”

Reação vasovagal

“Refere-se a uma resposta parassimpática aguda, caracterizada por perda de tônus vasogênico, queda na frequência cardíaca e na pressão arterial − que podem evoluir para tontura, escurecimento visual e síncope. Esta reação é induzida por resposta psicológica de medo, ansiedade extrema, fobia de agulhas e de sangue.’

Segundo o Ministério da Saúde, a síncope mais frequente em adolescentes e adultos jovens é a Síncope Vasovagal. Este quadro clínico não é atribuído exclusivamente às vacinas, já que pode ser observado na administração de outros medicamentos injetáveis. Assim, é seguro que a vacinação seja aplicada de forma que os indivíduos  a serem vacinados,  estejam sentados. e permanecerem observação por 15 a 30 minutos.

O ato de vacinar com a garantia que o profissional realizou uma comunicação efetiva com o usuário, é o quarto passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Segurança do Paciente em Sala de Vacina: a importância da comunicação efetiva

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente. Nesta semana, o  tema do blog da ASTHA Cursos abordaremos a comunicação em sala de vacinação. O curso Sala de Vacinas agora é ONLINE,  pela internet, com videoaulas exclusivas com a Prof Gisele Tertuliano,  e um CERTIFICADO  de 40 h.a ao final do curso sob aprovação na avaliação final.

Segundo o artigo Segurança do Paciente em Sala de Vacina (Tertuliano, GT , Maszlock V.P) é importante observar alguns aspectos relacionados à comunicação com o usuário:

  • Identifique características específicas quanto à maturidade, condições clínicas e legais que possibilitam assumir suas responsabilidades, como usuários pediátricos, psiquiátricos, por exemplo;
  • Analise as fragilidades do usuário;
  • Propicie o fortalecimento do vínculo do usuário e família com a equipe, pois estes fornecem informações sobre os sintomas, a história e o tratamento;
  • Compartilhe informações sobre potenciais benefícios e eventos;
  • Avalie as dificuldades de comunicação, barreiras de linguagem, falta de entendimento das orientações, fatores sociais e de personalidade;
  • Utilize meios adequados e linguagem compreensível para disponibilizar as informações aos diferentes grupos de pessoas. Utilize recursos que se adaptem aos usuários que tenham barreiras visuais, auditivas e de fala;
  • Respeite o tempo de cada usuário para compreender as informações fornecidas;
  • Crie estratégias para verificar se o usuário compreendeu as informações, repetindo as, caso os objetivos não tenham sido alcançados;
  • Entenda que o usuário tem o direito de saber se os profissionais que irão cuidar dele são competentes para prestar uma assistência segura;
  • Leve em consideração perguntas, queixas e observações do usuário, pois ele é a última barreira para impedir que eventos adversos ocorram;
  • Eduque o usuário para a cidadania, estimulando-o a conhecer seus direitos e responsabilidades;
  • Disponibilize tempo para responder aos questionamentos do usuário e família, ouvir suas observações e promover a educação para a saúde.

Ao fazer os questionamentos para a aplicação segura dos imunobiológicos, promova uma escuta atenta e não induza as respostas do paciente. Permita que ele responda sozinho aos questionamentos e esclareça todas as dúvidas que surgirem.

Em tempos em que a população tem questionado a conduta ética dos vacinadores, a comunicação precisa ser intensificada. Mostre a ele a vacina que ele receberá, apresente todas as especificações sobre a vacina que será aplicada e mostre depois a seringa vacina.

Outro fato que tem modificado a rotina nas salas de vacina é a presença dos usuários oriundos dos países da África do Sul e da América Latina. Sugerimos a presença de uma pessoa que conheça o idioma do usuário ou utilize de um tradutor para a garantia de uma boa comunicação.

O ato de vacinar com a garantia que o profissional realizou uma comunicação efetiva com o usuário, é o terceiro passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Segurança do Paciente na Sala de Vacinas: a importância da correta higienização das mãos.

No Blog desta semana da  ASTHA Cursos Especializados em Saúde continuaremos com o tema Segurança em Sala de Vacinação. Enf. Gisele Tertuliano, Instrutura do Curso Básico em Sala de Vacinas 40 h.a, nos falará da importância da correta higienização das mãos. Abordaremos semanalmente todos os princípios básicos para a segurança do paciente em sala de vacina.

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente. Nesta semana, abordamos cuidado limpo e seguro, abordando o tema da higienização das mãos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos”, englobando a higienização simples, a higienização antisséptica, a fricção antisséptica e a antissepsia cirúrgica das mãos.

A higienização das mãos apresenta as seguintes finalidades: remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e microbiota da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao contato; prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas.

Segundo o Manual de Normas e Procedimentos em Sala de Vacinação, a  higiene das mãos é realizada antes e depois de:

  • Manusear os materiais, as vacinas, os soros e as imunoglobulinas;
  • Administrar cada vacina, soro e imunoglobulina; e
  • Executar qualquer atividade na sala de vacinação.

Conforme a NR 32, antes de iniciar a higiene das mãos, é necessário retirar joias como anéis e pulseiras e outros adornos, pois sob tais objetos podem se acumular micro-organismos. É importante manter as unhas curtas e com os cantos aparados para evitar acidentes e contaminação.

Na higienização das mãos, evite o uso de água muito quente ou muito fria, para prevenir o ressecamento da pele.

Os passos adequados são os seguintes, segundo o Ministério da Saúde (2014),

  • Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostá-las na pia.
  • Aplique na palma da mão uma quantidade suficiente de sabão líquido para cobrir toda a superfície das mãos.

Ensaboe as palmas das mãos, friccionando uma na outra.

  • Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos. Repita o procedimento com a mão esquerda contra o dorso da mão direita.
  • Entrelace os dedos e friccione os espaços interdigitais.
  • Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, fazendo um movimento de “vai e vem”. Repita o procedimento com a outra mão.
  • Esfregue o polegar direito com o auxílio da palma da mão esquerda, fazendo um movimento circular. Repita o procedimento com a outra mão.

Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda, fazendo um movimento circular. Repita o procedimento com a outra mão.

  • Esfregue o punho esquerdo com o auxílio da palma da mão direita, utilizando um movimento circular e vice-versa.
  • Enxágue as mãos retirando os resíduos de sabão (no sentido dos dedos para os punhos) e evitando o contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.
  • Seque as mãos utilizando papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. Utilize o mesmo papel-toalha para o fechamento das torneiras com contato manual. • Despreze o papel-toalha no cesto de lixo comum.

Importante ressaltar que o uso de luvas é obrigatório quando o vacinador ou o paciente tenham lesões cutâneas, considerar também a possibilidade do vacinador necessite entrar em contato com fluidos corporais do paciente. O Conselho Federal de Enfermagem ressalta a importância de, quando usadas, as luvas sejam trocadas entre os pacientes, assim como as mãos precisam ser higienizadas.

O ato de vacinar com a garantia que o profissional realizou a coleta higienização das mãos, é o segundo passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano. Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Segurança do Paciente em Sala de Vacinas

No texto desta semana a ASTHA Cursos Especializados em Saúde continua na abordagem do tema de Boas Práticas em Sala de Vacinas. O curso de aperfeiçoamento profissional em Sala de Vacinas está disponível ONLINE. Garante seu CERTIFICADO 40 horas aula!  Você pode realizá-lo no seu tempo e no seu domicílio, pois ele é totalmente pela internet, podendo ser acessado pelo seu smartfone.

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente em sala de vacinação. Abordaremos semanalmente todos os princípios básicos para a segurança do paciente em sala de vacina. Iniciando pela identificação do paciente:

A identificação do usuário é prática indispensável para garantir a segurança do paciente em qualquer ambiente de cuidado à saúde. Este procedimento inclui a prevenção na troca de fichas e o chamamento por extenso do nome de cada usuário antes da vacinação para certificação de que é mesmo aquela pessoa que deve ser vacinada.

No acolhimento do usuário na sala de vacina, é importante garantir que a pessoa apresente o cartão de vacinas para a identificação do histórico de vacinação, com documento com foto e CPF (Cadastro de Pessoa Física). Para os recém-nascidos é obrigatório o registro de nascimento.

É importante considerar também o cumprimento do Decreto 8.727, de 28 de abril de 2016, que torna obrigatório o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, para a garantia do acesso e equânime à população LGBTQI+ nos serviços de vacinação.

Sobre a população em situação de rua, é garantido o atendimento nos serviços de saúde conforme o Decreto nº 7.053 de 23 de dezembro de 2009.

O ato de vacinar com a garantia que o indivíduo foi corretamente identificado, é o primeiro passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Enfermagem: condutas profissionais esperadas e, em especial, diante da Pandemia.

O texto do Blog desta semana expande o contexto da ética em Enfermagem. A ASTHA Cursos Especializados em Saúde disponibiliza para os profissionais de Enfermagem o Curso em Sala de Vacinação. Ele é totalmente ONLINE, com videoaulas exclusivas e carga horária de 40 horas aula.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no guia de desenvolvimento de um plano de vacinação para a COVID-19,  a introdução bem sucedida das vacinas contra a COVID-19 requer a alocação de recursos humanos em quantidade suficiente e fornecer-lhes treinamento de alta qualidade e suporte ao desempenho de suas funções.

A pandemia do SARS CoV 2 tem colocado uma pressão adicional sobre a força de trabalho em geral, por isso é importante que gestores identifiquem, planejem as necessidades e estratégias de implementação da vacinação de forma holística, ou seja, que considerem a força de trabalho em Saúde, incluindo a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o cuidado dos pacientes COVID-19, bem como a manutenção de outros serviços essenciais de Saúde.

A vacinação COVID-19 pode apresentar vários novos desafios, incluindo requisitos mais complexos de manuseio e armazenamento, calendários de imunização mais complicados e o direcionamento de idades fora do sistema de imunização de rotina. Por conta disso os gestores, em seu planejamento, devem avaliar se a força de trabalho de imunização disponível será suficiente para cumprir o programa de imunização de sua região, de acordo com a estratégia de vacinação ou estratégias traçadas.

Ao profissional de Enfermagem é necessário, além da competência teórica e conhecimento, as habilidades técnicas e a experiência, trabalhar guiado pela ética profissional. A ética se refere aos princípios que devem nortear a prática profissional, o relacionamento multiprofissional, a atenção e o atendimento aos pacientes e familiares, bem como uma relação adequada com a Instituição de trabalho.

O código de ética dos profissionais de Enfermagem  dispõe que a ética na enfermagem está estritamente relacionada à qualidade dos serviços prestados pelos profissionais da área. Isso porque são pessoas que atuam nos cuidados a enfermos, crianças e idosos, ou seja, precisam trabalhar com respeito à vida, à dignidade e aos direitos humanos. O papel do profissional de enfermagem é zelar pela saúde, pelo bem-estar e pela segurança dos indivíduos. É necessário ser honesto, assumir os erros, ajudar os colegas em dificuldade, não competir com outros profissionais de forma desleal, respeitar a diversidade de opinião e negar-se a realizar atividades, caso não tenha conhecimento ou competência técnica.

Em linhas gerais, a ética pode ser definida como um conjunto de regras e preceitos morais que orientam o indivíduo ou grupos a viver em sociedade. Diz respeito também à sua postura profissional e ao relacionamento com seus colegas de profissão, com o cuidado aos pacientes e com instituições. É necessário, portanto, que a dignidade e o respeito aos pacientes em qualquer atendimento ou procedimento, sempre venham em primeiro lugar. Destacamos alguns pontos do Código de Ética da Enfermagem, abaixo:

Segurança do paciente: é dever do profissional prestar todas as informações (escritas ou verbais) que sejam importantes para a continuidade da assistência e a segurança do paciente. Ele deve também trabalhar em condições seguras, mesmo em situações de suspensão de atividades decorrentes de movimentos reivindicatórios da categoria. É sua obrigação também deixar claro ao paciente e a familiares todos os direitos, riscos, benefícios e possíveis intercorrências relacionados à assistência prestada. O mesmo deve ocorrer em exames e em outros procedimentos: o enfermeiro deve esclarecer sobre preparo, riscos e consequências, sempre respeitando o direito da pessoa ou de seu responsável de se recusar a fazer.

Registro dos dados em Prontuário: é obrigação do profissional registrar no prontuário, e em outros documentos, os dados e informações indispensáveis ao cuidado do paciente. O A escrita deve ser objetiva e clara, na ordem cronológica, com letra legível e sem rasuras, documentando, formalmente, todas as etapas do seu trabalho, de acordo com sua competência profissional legal.

Respeito na assistência: o profissional de Enfermagem deve exercer seu trabalho sem discriminação de qualquer natureza. Tem também a obrigação de respeitar a autonomia do paciente ou de seu representante legal em relação à sua saúde, ao conforto, ao bem-estar e ao tratamento. Esse respeito deve ocorrer, até mesmo, em relação a decisões sobre cuidados que o paciente não deseja receber quando estiver incapacitado de expressar suas vontades (diretivas antecipadas).

Responsabilidade profissional: é dever do profissional de Enfermagem prestar assistência à coletividade em situações de emergência, epidemia e catástrofes e neste quesito se enquadra a Pandemia do COVID -19,  sem se utilizar desses eventos para pleitear vantagens pessoais.

O profissional deve se responsabilizar pelas faltas e pelos erros cometidos durante as atividades por imperícia, imprudência ou negligência, mesmo que tenham sido em trabalho de equipe, desde que haja sua participação ou que ele tenha conhecimento prévio do ocorrido e deve comunicar aos órgãos criminais os casos de violência doméstica e familiar de mulher adulta e capaz.

O profissional de Enfermagem deve se posicionar contrariamente e denunciar aos órgãos competentes procedimentos realizados por membros de sua equipe em que haja risco ao paciente por imperícia, imprudência e negligência.

Sigilo: o Código de Ética da Enfermagem estabelece, ainda, que o profissional precisa manter sigilo sobre fato de que tenha conhecimento em razão de sua atividade profissional. A exceção fica para os casos previstos em lei ou por determinação judicial, ou, ainda, mediante a autorização por escrito da pessoa envolvida ou de seu representante legal.

Para que os aspectos citados acima sejam cumpridos, dispomos de uma excelente ferramenta: a Política Nacional de Educação Permanente. Através dela as equipes de saúde realizam a avaliação de sua prática profissional, reavaliam os seus processos de trabalho e são inseridos em cursos de atualização em diversas áreas do conhecimento em enfermagem, neste caso em especial na sala de vacinação.

É importante que as equipes transmitam confiança aos usuários do sistema de saúde e para isso, necessitam de informações atualizadas sobre as atividades que estão desenvolvendo. As informações sobre a existência de contraindicações, medidas de precaução, orientação sobre os eventos adversos, informações sobre o aprazamento da próxima dose, o cumprimento de todas a normas e procedimentos de vacinação, são boas práticas que fortalecem a relação vacinado e vacinador e melhoraram significativamente a resposta social para esse momento tão delicado para todos os envolvidos nessa pandemia.

Aliando todos esses aspectos técnicos com atenção, acolhimento, garantiremos uma assistência segura e  ganharemos mais um aliado para multiplicar junto aos seus pares, sobre a importância da vacinação.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Ética em Sala de Vacinação

A transformação das ações de vacinação foi gradativa ao longo dos anos, exigindo dos profissionais que atuam nos serviços a qualificação, responsabilidade e conhecimentos específicos para o manuseio, conservação, preparo e administração, registro e descarte dos resíduos resultantes das ações de vacinação. O tema do Blog desta semana da ASTHA Cursos Especializados em Saúde  aborda a ética em Sala de Vacinação.

A organização dos serviços de vacinação compreende um conjunto de ações desenvolvidas com o objetivo de permitir a estruturação física e o desenvolvimento dos trabalhadores, através da alocação adequada dos recursos necessários para a prestação da assistência à saúde da população, considerando esse arcabouço de ações um campo de atividades para o enfermeiro e a equipe de enfermagem.

No contexto da vacinação conta a COVID-19, estamos assistindo perplexos cenas de imoralidade e completo descaso com o ser humano e com a assistência de enfermagem. É direito do usuário ver o imunobiológico que está sendo aspirado do frasco de vacinas e após a administração, é também direito do usuário ver a que a vacina foi aplicada, mostrando-lhe  a seringa vazia.

É necessário que os líderes das equipes de enfermagem, coordenadores dos programas municipais de vacinação e gestores, invistam fortemente na qualificação dos profissionais em sala de vacinação. Era sabido que a vacina chegaria e seria um contingente imenso de pessoas a serem atendidas. Por que não houve um investimento antecipado na qualificação desses profissionais e principalmente na seleção de pessoas realmente preparadas para esse trabalho?

Pensando nisso, o nosso Curso em Sala de Vacinas presencial foi  adaptado para Curso Básico em Sala de Vacinas em formato digital e colocado na plataforma ONLINE totalmente em  videoaulas, prezando a integridade do conteúdo e a qualidade da informação, possibilitando assim que gestores públicos pudessem incentivar seus profissionais de Enfermagem ao acesso à qualificação onde estivessem, na hora que pudessem. O curso está disponível e o preço é muito acessível. Acesse o curso e garanta a certificação de 40 h.a.

A Enfermagem tem uma imensa responsabilidade em suas mãos e o mundo está vendo através da imprensa e das redes sociais a atuação dos vacinadores; e se eles estão cumprindo as boas práticas de vacinação.

Aos profissionais de enfermagem e outros profissionais habilitados legalmente para a vacinação, é necessário que a prática em sala de vacina seja observada e avaliada. A vacinação não é a simples aplicação de uma injeção. Essa prática é extremamente complexa que envolve segurança do paciente, manutenção da eficácia do imunobiológico, ética, formação específica, atendimento às normas e procedimentos entre outros aspectos fundamentais para uma assistência qualificada.

Somos um contingente imenso de profissionais que desde 1973 com a criação do Programa Nacional de Imunização -PNI, desenvolveu e desenvolve atividades muito relevantes como por exemplo:  a contribuição para a erradicação da poliomielite, a eliminação da rubéola e rubéola congênita, a vacinação contra a influenza H1N1, e o compromisso de aumentar as coberturas vacinais em tempos de recrudescimento do sarampo e Fake News.

É importante mantermos o status de sermos membros do maior programa de vacinação gratuita o mundo. Não há espaço para profissionais que não valorizam o seu compromisso com a ética e o exercício profissional.

Aos profissionais comprometidos com a sua tarefa tão nobre, nosso respeito e solidariedade para que tenham persistência para que enfrentem com tranquilidade mais um momento desafiador.

Que os gestores e legisladores desse pais, lembrem-se que a Enfermagem precisa ser valorizada nos aspectos econômicos, sociais e laborais.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano – Enfermeira, Cientista Social, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Vacinação e Doação de Sangue

A ASTHA Cursos Especializados em Saúde está comprometida com o momento que estamos vivemos. O Curso Básico em Sala de Vacinas é totalmente EAD, com videoaulas especialmente gravadas, muito acessível e de baixo custo. A oportunidade de obter o conhecimento em Sala de Vacinação e  de ficar num grupo online com o professor e contar com sua consultoria, é um diferencial no mercado. Hoje o tema do nosso blog é a vacinação e a doação de sangue.

Em tempos de pandemia, o mundo precisa de mais solidariedade. Poucos atos são mais generosos do que doar sangue para salvar a vida de quem precisa. Informe-se no hemocentro da sua cidade e sabia como doar em segurança. Há critérios para doar, impedimentos temporários e definitivos, que deverão ser observados.

O ato da doação de sangue conforme Pereima e colaboradores é um ato de solidariedade orgânica, que significa um sentimento de cooperação. “O ser humano é essencialmente social, vivendo em comunidade, desempenhando papéis, dividindo tarefas, compartilhando espaços físicos, partilhando sentimentos, relacionando-se com os outros de forma harmoniosa ou mesmo conflituosa (lembrando que o conflito faz parte do nosso cotidiano e certamente tem sua importância no processo de viver humano). Este ser sofre influências da cultura do meio onde vive e com o qual mantém contato, experimentando uma diversidade de fatores que atuam em seu comportamento”.

ASPECTOS RELACIONADOS À DOAÇÃO DE SANGUE E A VACINAÇÃO:

VACINAS:

Vacinas compostas de vírus ou bactérias vivos e atenuados (ex.: sarampo, poliomielite oral, febre amarela, BCG etc.) necessitam de 3 a 4 semanas de intervalo para a doação. Já as vacinas compostas de vírus ou bactérias mortas, toxoides ou recombinantes (ex.: tétano, difteria etc.) exigem um período mínimo de 48 horas para doação de sangue desde que o candidato não apresente qualquer reação decorrente da vacinação. Vacinação antirrábica após exposição animal exige período mínimo de 01 ano para a doação de sangue.

VACINAÇÃO CONTRA A COVID 19  (SARS CoV 2 – NOVO CORONAVÍRUS)

. Candidatos que apresentaram infecção pelo COVID-19 são considerados inaptos por um período de 30 dias, após recuperação clínica completa (assintomáticos).

. Candidatos que tiveram contato direto (domiciliar ou profissional) com casos suspeitos ou confirmados de contaminação por coronavírus devem aguardar 14 dias após o último dia de contato, para realizar a doação de sangue.

. Profissionais da saúde (médicos, enfermeiros entre outros) que trabalham diretamente com pacientes portadores de Covid-19 devem aguardar 14 dias após o último dia de contato, para realizar a doação de sangue.

. Candidatos que foram vacinados contra Covid-19 só podem doar: 48 horas após cada dose (vacina Coronavac, da Sinovac/Butantan); e 7 dias após cada dose (vacina Oxford, da AstraZeneca/Fiocruz).*

* Critério adotado segundo Informe Técnico do Ministério da Saúde de 23/01/2021.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Aromaterapia

Os cursos de Introdução aos Óleos Essenciais e Aromaterapia e Aromaterapia na gestação parto e puerpério – apresentando o primeiro protocolo nacional de aromaterapia da Astha Cursos, são cursos exclusivos com conteúdo técnico na área da Aromaterapia,  fundamentados na ciência e na química dos óleos essenciais. Ministrados por Dra Adriana Nunes Wolffenbüttel, Química, doutora em Ciências Farmacêuticas e pós doutora em Aromaterapia e referência nacional nesta área.

Mas, afinal, o que são óleos essenciais? Qual sua relação com a aromaterapia? É uma terapia esotérica, alternativa, complementar, holística? Apresenta fundamentação científica? Esses produtos que encontramos facilmente nas lojas funcionam para curar nossos males?

É fundamental que profissionais como aromaterapeutas, biólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas, médicos, massoterapeutas, nutricionistas, psicólogos, químicos, terapeutas e pacientes interagentes, ao fazer uso dos óleos essenciais e da aromaterapia, tenham o conhecimento técnico e utilizem, na sua verbalização corriqueira e cotidiana, termos como: quimiotipo, cromatograma, ativos majoritários, extração a vapor, extração supercrítica, extração a vácuo, hidrolato, parte da planta da qual provém o óleo essencial, família e espécie botânica.

Constata-se que a pesquisa acadêmica e científica sobre a aplicação terapêutica dos óleos essenciais é intensa. Atualmente há cerca de 8.500 publicações anuais de resumos no The United States National Library of Medicine, PubMed, um banco de dados disponível na internet especializado em publicações científicas na área da saúde.

Observa-se também que além da terapêutica complementar, outros setores importantes da economia descobrem estes aromas naturais, eficientes, agradáveis e curativos. Como exemplos, temos as indústrias cosmética, farmacêutica, têxtil, coureira e calçadista, de saneantes (diversos), de aromas ambientais para uso doméstico, industrial, automotivo, hospitalar, entre outros.

O objetivo maior dessas postagens é prestar esclarecimento, divulgando um conhecimento técnico e científico que ainda está limitado aos meios acadêmicos, bem como auxiliar o leitor para que possa, “andar sozinho”, encontrando as informações pertinentes.

Fonte: Dra Adriana N. Wolffenbüttel,  autora do livro Base da Química dos Óleos Essenciais e Aromaterapia.

 

A vacina contra o sarampo salva vidas.

O Curso Básico em Sala de Vacinas agora é ONLINE e você, profissional de Enfermagem,  não pode perder a oportunidade de atualização em sala de vacinação. Curta a página da ASTHA Cursos nas redes sociais. No texto desta semana do nosso Blog, vamos falar sobre o Sarampo.

Sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, transmissível e extremamente contagiosa. Pode apresentar sérias complicações,  principalmente em crianças menores de cinco anos de idade, pessoas desnutridas e imunodeprimidas. A transmissão do vírus ocorre de forma direta de pessoas doentes ao espirrar, tossir, falar ou respirar próximo a pessoas que não apresentam imunidade contra o vírus do sarampo, o que torna evidente a importância da vacinação, conforme recomendações do Ministério da Saúde.

O país encerrou o ano de 2020 com 8448 casos confirmados e 07 óbitos por sarampo. Até a semana epidemiológica 52 de 2020, quatro estados, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Amapá, permaneciam com surto.

O retrocesso é uma constatação prática já que sou servidora pública municipal desde 1997 e no ano de 2000 ingressei na Vigilância Epidemiológica. Trabalhei por 10 anos na gestão do programa de imunização. De 2011 até o momento, atuo no núcleo de doenças transmissíveis onde sou referência para coordenar as ações de vigilância diante dos imensos desafios para empreender uma vigilância ativa e técnica, desde 2012. O Brasil está retrocedendo nas ações de imunização da população.

Falando especificamente do sarampo, os profissionais que compõem a rede de saúde precisam estar capacitados para a detecção dos casos suspeitos, para o trabalho diário de implementar a cultura da vacinação nos seus locais de atuação, que estejam protegidos contra as doenças imunopreveníveis e que tenham a certeza de que são atores fundamentais na vigilância ativa.

Vacinar, notificar, investigar são atos pertencentes aos dispositivos técnicos que respaldam a vigilância das doenças imunopreveníveis e isso não é uma escolha…. é compulsório.

Não perder oportunidades de vacinação implica em estender o horário de funcionamento das salas de vacinas. A sociedade evoluiu e as mães ou responsáveis pelo cuidado à criança trabalham em tripla jornada. Fechar uma unidade de saúde às 17 horas é dificultar o acesso. Não programar atividades aos finais de semana para vacinação dos trabalhadores é perpetuar uma prática que está ultrapassada.

Falar sobre a importância da vacinação deve estar no currículo escolar. O Programa Saúde na Escola precisa ser ampliado para levar informação e vacina aos estudantes. As ações de saúde do trabalhador precisam articular com os a indústria e o comércio, a importância da vacinação. Uma criança doente que necessitará de cuidados ou um indivíduo doente é atraso para a economia do país. Já temos registros de inúmeros surtos de sarampo entre adultos em empresas. Cada criança menor de um ano que morre é a prova da incapacidade dos gestores públicos em garantir a vida, pois impacta diretamente no índice de desenvolvimento humano de uma cidade.

É uma força tarefa, profissionais comprometidos de todas as áreas têm a missão de propagar as evidências científicas. O acesso a informação científica precisa atingir a todos, principalmente as pessoas que são manipuladas pelas falsas notícias.

Vacinas salvam vidas, não acredite em falsas notícias. Ninguém tem o direito de manipular o seu direito à vida e à saúde. Acredite na ciência.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira, Cientista Social, Meste e Doutoranda em Saúde Coletiva.