“O inimigo é um só: a melhor chance passa, obrigatoriamente, pela mudança do comportamento social”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 17 de janeiro de 2021, autorizou o uso de duas vacinas em caráter emergencial: a vacina fabricada pelo Instituto Butantan, em parceria com a indústria farmacêutica chinesa Sinovac, e a vacina fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira do consórcio Astra Zeneca/Oxford. Em fala transmitida pelas redes de televisão brasileiras, o diretor-presidente da ANVISA, Antonio Barra Torres, disse que é preciso mudar o comportamento social em razão da pandemia do novo coronavírus:

 “O inimigo é um só. A nossa chance, a nossa melhor chance nesta guerra passa, obrigatoriamente, por uma mudança de comportamento social, sem a qual, mesmo com vacinas, a vitória não será alcançada”.

Vacinas fazem parte de nossas vidas a muito tempo. Há uma construção histórica do uso de imunobiológicos no controle de doenças infecto contagiosas, algumas inclusive, erradicadas pelo uso da vacinação massiva da população. A complexidade de programas de vacinação, suas estratégias e logística, passavam desapercebidos pela população, que naturalmente aderiam às campanhas realizadas, confiantes e seguras de estarem participando de um movimento para o bem estar e saúde individual e coletiva.

Uma corrente de desinformação sobre vacinas varreu o mundo, que se desacostumou a ver a face mais horrível de certas doenças, controladas ou erradicadas. Algumas voltaram com força, como o sarampo, cujo curso clínico natural é devastador podendo levar a óbito e outras comorbidades.

Com movimentos civis e manifestações falsas (fake news) pelas redes sociais de desacreditação mundial de Programas de Imunização, ainda em curso, estamos vivenciando o mais terrível momento em saúde pública: a pandemia causada por um agente viral novo, que se dissemina por via respiratória: o SARS CoV 2. Um caos mundial, impactando severamente os sistemas públicos de saúde de todos os continentes, com milhões de infectados e óbitos diários relacionados à COVID 19 com números impressionantes.

Imagens devastadoras de cemitérios, covas improvisadas, famílias enlutadas sem oportunidades de despedidas, países beirando à falência econômica, atitudes desafiantes e contrárias às recomendações dos especialistas para o distanciamento social e ao uso de máscaras, culminam em uma avalanche de desempregos e empobrecimento de nações e populações. Tragédia social de dimensão agigantada e ainda em andamento, sem segurança de quanto tempo ainda perdurará e da avaliação do futuro que nos aguarda. Em muitos países, governantes despreparados para o enfrentamento da pandemia e discursos negacionistas e conspiratórios, com nuances de irresponsabilidade legal.

No momento atual, expressões que nunca tiveram domínio público, vem à tona: o estudo para obtenção de vacinas, o processo de fabricação de vacinas pelas indústrias farmacêuticas; a regulamentação de vacinas pelas agências de vigilância sanitárias de todos os países; a importância da vacinação em massa; a logística de distribuição das vacinas; a preocupação com a qualidade e conservação das vacinas verificando fatores como a temperatura, rede de frios, processos de eficácia e efetividade da imunização; tipos de vacinas e o custo desafiador de produzir imunizantes na quantidade de bilhões de doses e planejamento de uma escala de prioridades para o início da vacinação. Estes, entre tantos outros temas, se tornaram o foco central das discussões em todos os fóruns, não se limitando aos tradicionais como os científicos e acadêmicos.

Estes assuntos estão sendo popularizados e disseminados em fóruns jornalísticos e populares, usando mídias como televisão, rádio, jornais, internet e redes sociais. Estamos formando um batalhão de especialistas aptos a opinarem sobre este tema tão complexo, compreendendo que o léxico acadêmico-científico, na maioria das vezes, é incompreensível e inacessível por pessoas leigas, que não vivem, trabalham, estudam em ambientes relacionados às áreas da Biologia e Saúde.

Presenciamos atualmente, diariamente, algumas pessoas que ativamente e que de certa forma, conseguem se apropriar dos conceitos mais importantes, conferindo valor ao processo de vacinação, descaracterizando por completo a onda contrária às vacinas como prática de promoção e proteção da saúde pública. Este é um fato positivo da massificação do discurso científico.

Por outro lado, no entanto, ambientes polarizados e permeáveis às posições políticas mais diversas, se entranham no discurso, causando inflamações desnecessárias, processos opinativos desconstrutivos e um efeito nefasto ao programa de vacinação como um todo, negando seu caminho histórico até a chegada da pandemia neste século.

A ASTHA está imbuída deste espírito de coletividade e torce para que toda a população brasileira tenha acesso à vacinação no menor tempo possível, e o cenário desenhado pelo SARS CoV 2 desapareça, para que a vida volte ao seu ritmo natural.

O Curso em Sala de Vacinas vem colaborar com a disseminação de informação adequada aos profissionais da área, para todos os temas relacionadas à vacinação, não focando somente ao ato de vacinar, mas à toda cadeia do processo de vacinação: agentes imunizantes, transporte, rede de frios, efeitos adversos, segurança do paciente.

O tema é instigante e muito promissor. Desejamos compartilhar com você a nossa experiência.

Fonte:  Ana Stela Goldbeck, Farmacêutica, Bioquímica, Diretora da ASTHA Cursos Especializados em Saúde

Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social.

O papel do ator comunitário nas ações de vacinação

Neste texto, vamos falar sobre a importância do ator comunitário nas ações de vacinação da população.  Lembramos que o Curso Básico em Sala de Vacinas está ativo e totalmente ONLINE. Um oportunidade para profissionais de Enfermagem se aperfeiçoarem no tema e adquirir o Certificado de 40 h. Acesse nosso site ou as  redes sociais para obter maiores informações.

O conceito de rede social é estratégico para se pensar a formação de uma rede de vigilância em saúde auxiliar do SUS, que é definida, até o momento, como um sistema complexo formado pela articulação institucional de ações envolvendo, ao mesmo tempo, governo, comunidades, organizações civis em instituições científicas. (CÔRTES, 2009).

A constituição da rede sócio humana, que é caracterizada como uma articulação pré-política composta por famílias, vizinhanças e amigos, e que interagem e se socializam com o aparelho estatal exemplificado por escolas, unidades de saúde centros comunitários, ou seja, o ator comunitário (MARTINS, FONTES,2006).

A participação da comunidade não pode ser passiva. Na existência da passividade, o indivíduo e sua coletividade estão impedidos de prevenir e promover a própria saúde. O objetivo do programa de imunização e qualquer outro programa é ampliar a capacidade de autonomia das pessoas. (CECÍLIO; MATSUMOTO, 2006 apud PINHEIRO.)

Na perspectiva das ações de vacinação, a autonomia do indivíduo é fundamental para a proteção da saúde, para a manutenção da vida, tanto para si, como para seus dependentes familiares.

A vacinação é uma medida de cuidado individual e coletivo e desta forma é um assunto que diz respeito a todos nós: instituições, profissionais e  população.

Saiba mais sobre o papel das Redes de Vigilância em Saúde no livro; Redes de Vigilância em Saúde: uma abordagem para as ações de imunização.

Referências:

CECILIO, Luiz Carlos de Oliveira; MATSUMOTO, Norma Fumie. Uma Taxonomia Operacional de Necessidades de Saúde. PINHEIRO, Roseni; FERLA, Alcindo Antônio; MATOS, Ruben Araújo (org.). In: Gestão em Redes: tecendo os fios da integralidade em saúde. Rio de Janeiro. Anais… Rio de Janeiro: EDUCS: IMS/ UERJ: CEPESQ, 2006.

CÔRTES, Soraya Vargas. Participação e Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2009.

MARTINS, Paulo Henrique; FONTES, Breno. Redes, Práticas Associativas e Gestão Pública. Recife: UFPE, 2006.

Vacinação da população indígena

Neste texto, vamos falar sobre a vacinação da população indígena. Lembramos que o Curso Básico em Sala de Vacinas está ativo e totalmente ONLINE. Um oportunidade para profissionais de Enfermagem se aperfeiçoarem no tema e adquirir o Certificado de 40 h. Acesse nosso site ou as  redes sociais para obter maiores informações.

A população indígena no Brasil é estimada em aproximadamente 817.963 mil pessoas, distribuídas em 305 sociedades indígenas. Desse total de pessoas, 57,7% vivem em terras indígenas oficialmente reconhecidas. (IBGE,2010)

A Constituição do Brasil de 1988 dá um novo redirecionamento às questões indígena ao reconhecer o direito à diversidade cultural e social.

Para realizar uma adequada assistência a populações indígenas, é sempre importante analisar a medicina indígena de forma isenta de preconceitos e considerar a preservação desta prática milenar como um dos objetivos a ser alcançado. Neste sentido, é fundamental a formação de profissionais em saúde indígena, índios ou não-índios, com conhecimentos antropológicos, epidemiológicos e de saúde pública. (FUNASA,2004). O respeito às tradições de cura de cada povo, por exemplo, deve ser incorporado ao atendimento público.

Há 20 anos, o movimento indígena conquistou um subsistema de saúde mantido pela União que levasse em conta as particularidades étnicas, culturais e epidemiológicas de cada um dos 305 povos indígenas que vivem no país, denominado Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASI), vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS).  Uma secretaria especial coordena ações para os atendimentos que são realizados nos 34 distritos sanitários que funcionam nas comunidades. Essa estrutura —que já integra o SUS  mas tem especificidades próprias— trouxe avanços no acesso aos serviços de saúde, embora ainda tenha o desafio de conseguir fixar profissionais de saúde e integrá-los aos conhecimentos e crenças das etnias.

Maio é o mês de vacinação dos povos indígenas. Esta iniciativa visa de aumentar a cobertura vacinal, o acesso a vacinação, reduzindo as iniquidades à população indígena, além de fortalecer a vigilância epidemiológica das doenças imunopreveníveis nas aldeias e melhorar a qualidade da informação.

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Fonte: Enf. Gisele Cristina Tertuliano, Cientista Social, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Vacinação na gestação: proteção para a mulher e o feto

Neste texto, vamos falar sobre as vacinas seguras para ser administradas na gestação. Lembramos que o Curso Básico em Sala de Vacinas está ativo e totalmente ONLINE. Um oportunidade para profissionais de Enfermagem se aperfeiçoarem no tema e adquirir o Certificado de 40 h. Acesse nosso site ou as  redes sociais para obter maiores informações.

Os principais objetivos da vacinação, na gestante, são a sua proteção, prevenindo doenças e complicações da gestação, e a proteção do feto, recém-nascido e/ou lactente, favorecendo-o com anticorpos para que possa resistir a infecções devido à baixa resistência do sistema imunológico.

A vacinação em gestantes protege a criança por meio da passagem de anticorpos pela placenta, pelo colostro e leite materno. Porém, somente alguns imunobiológicos são recomendados para as gestantes.

O Programa Nacional de Imunização (PNI) recomenda as vacinas contra a hepatite B; contra a difteria, tétano e coqueluche; influenza.

A vacinação contra a Hepatite B previne a transmissão perinatal, quase 25% das crianças contaminadas desenvolverão infecção hepática crônica (FEBRASGO,2020). Entretanto, é importante a mulher, até mesmo antes de engravidar, ter certeza se já foi ou não vacinada. Caso não tenha tomado as três doses (ou não tenha certeza disso), ela deve realizar a sorologia da doença para se certificar se está imunizada.

A vacina Tríplice Bacteriana Adulta (dTpa) protege contra Coqueluche, Tétano e Difteria. A Coqueluche é a quinta maior causa de morte em crianças, sendo especialmente grave em bebês até seis meses. O Tétano é uma doença conhecida no período pré-natal, possuindo alta taxa de letalidade devido à contaminação do cordão umbilical durante o parto. Já a Difteria é uma doença que pode causar obstrução respiratória, tendo alta taxa de mortalidade entre os recém-nascidos. (FEBRASGO,2020)

Segundo o Programa Nacional de Imunização, a gestante deve tomar essa vacina a partir da 20° semana ou no puerpério (até 45 dias após o parto), pois qualquer vacina demora de 7 a 15 dias para poder desenvolver os anticorpos no indivíduo. É fundamental que a mãe tome a vacina no prazo, para que haja tempo de criar e transmitir os anticorpos para o feto.

A vacinação contra a gripe deve ser aplicada antes do inverno. A prevenção é importante porque a gestante possui quatro vezes mais chance de desenvolver uma condição crítica, podendo até vir a óbito. Além disso, a gripe também pode aumentar em 30% o risco de nascimento prematuro do bebê.

É recomendável avaliar a história vacinal de mulheres em idade fértil, gestantes, puérperas e seus respectivos registros vacinais, pois independentemente do período de atraso de uma vacina, não é necessário reiniciar os esquemas vacinais, somente completá-los seguindo as normas e os procedimentos vacinais específicos para cada vacina.

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Fonte: Enf. Gisele Cristina Tertuliano, Cientista Social, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Vacinação, DIREITO de toda a criança

O tema de nosso Blog hoje é o direito das crianças à vacinação.  Conheça o Curso Básico em Sala de Vacinas da ASTHA Cursos.   Se você é profissional em Saúde, pode acessar e realizar o curso, no formato EAD, totalmente ONLINE e  garantir seu Certificado!

A Constituição Federal de 1988 em seu Artigo 227 determina de forma clara a fundamental importância do papel da família, juntamente com a Sociedade e o Estado, na preservação dos direitos dos infantes.

A promulgação da Lei nº 8.069 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de 1989 – acrescentou dentre os deveres inerentes ao poder familiar, a obrigatoriedade da vacinação de crianças nos casos determinados pelas autoridades sanitárias, conforme o calendário de vacinação definido pelo Ministério da Saúde (art. 14, §1º).

A institucionalização de políticas públicas voltadas à imunização contra enfermidades ocorreu através da Lei nº 6259/75 ao disponibilizar gratuitamente à população brasileira o acesso a vacinação preventiva de enfermidades, em sua grande maioria recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

Considerando que os benefícios da vacinação são inegáveis para a saúde humana, como transformações na expectativa de saúde e no desenvolvimento futuro da população infantil, ela representa um importante cuidado protetor da saúde da criança e implica na articulação entre serviço de saúde, família e comunidade.

Muitas pessoas não vivenciaram as sequelas de uma doença prevenida pelas vacinas. Mães e pais não conhecem a paralisia infantil, os abortos decorrentes da rubéola, a surdez causada pelo sarampo, as mortes decorrentes da meningite.

Convido vocês a assistirem o documentário: Pulmão de Aço – uma Vida no Maior Hospital do Brasil,  ou ler o livro de Eliana Zagui com o mesmo título, que narra a sua vida no Hospital das Clínicas de São Paulo, onde foi internada desde os 2 anos de idade em virtude da paralisia infantil.

Toda Sociedade que cuida de sua população, valoriza a vacinação. Promoção à Saúde e prevenção de doenças é um dos pilares do Sistema Único de Saúde SUS. Vacinação é um Direito de toda a criança.

Fonte: Enf. Gisele Cristina Tertuliano, Cientista Social, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Vacinação da Pessoa Idosa

No texto do Blog desta semana, daremos continuidade ao tema vacinação nas diferentes faixas etárias e abordaremos a vacinação em idosos. O Curso Básico em Sala de Vacinas está disponível na plataforma ONLINE da ASTHA Cursos Especializados em Saúde

A vacinação da pessoa idosa como medida preventiva, é um compromisso do governo brasileiro, em consonância com os preceitos do Sistema Único de Saúde – SUS, de atender, assim, os princípios da universalidade, a integralidade e a equidade da atenção à saúde na área de imunizações da pessoa idosa.

As secretarias estaduais e municipais de saúde, desempenham um papel fundamental nessa ação, e para a execução desse objetivo e em especial sobre a vacinação contra o vírus influenza, tem-se o apoio da Organização Panamericana de Saúde – OPAS, das sociedades científicas e da aliança com a sociedade civil, que se renova a cada ano. O fato de que a população com idade superior a  60 anos apresentar maior risco de adoecer e morrer, em decorrência de algumas doenças imunopreviníveis, tais como a gripe e a pneumonia, fundamenta a realização de vacinação desde o ano de 1999.

A vacina contra influenza traz inúmeros benefícios aos idosos, uma vez que fornece elevada proteção contra as frequentes complicações associadas à gripe, as quais são responsáveis por internações e óbitos. Já o calendário de vacinação da pessoa idosa, preconiza as doses de reforço contra a difteria e o tétano, a vacinação contra a hepatite B, vacinação contra a febre amarela (considerando o estado de saúde de cada idoso) e em casos especiais a vacina contra as infecções pneumocócicas.

A vacina dupla tipo adulto, previne a difteria e o tétano, e a prevenção contra o tétano é importante para a prevenção do risco do tétano acidental. Essa população apresenta vulnerabilidade aos acidentes e os cuidados com suas lesões de pele podem expor idoso a bactéria.

A vacina contra a hepatite B, irá proteger o idoso a situações de risco de contágio como: relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada; compartilhamento de materiais de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam);na confecção de tatuagem e colocação de piercings, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos que não atendam às normas de biossegurança entre outros.

Para a vacinação contra a febre amarela é importante a avaliação médica em relação ao risco de reações adversas em função de doenças crônicas. A vacinação contra o pneumococo previne as infecções dos pulmões e ouvidos, por meningite e infecções do sangue.

As redes sociais de vigilância em saúde contam com a mobilização e participação ampla de todos os seguimentos da sociedade, em especial os ligados aos grupos prioritários. Cabe ainda, a articulação das instituições do setor saúde, incluindo a rede de serviços em todos os níveis de complexidade.

Na área da comunicação e saúde, é importante o isso da mídia social, convencional e alternativa em complementação à mídia nacional e inserindo informações de interesse local como cronograma de vacinação, intensificações, locais de vacinação etc.

É importante que cada idoso e família, reflitam a vacinação como prática social, solidariedade coletiva e emancipação individual.

Fonte: Enf. Gisele Cristina Tertuliano. Cientista Social, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva

Proteção vacinal na adolescência

No texto do Blog desta semana da ASTHA Cursos Especializados em Saúde  vou conversar sobre a proteção vacinal na adolescência: autonomia do adolescente e responsabilidade dos responsáveis. O calendário vacinal desta faixa etária e das outras no Sistema Único de Saúde (SUS) e clínicas privadas, eu te explico em detalhes, no Curso EAD ( ONLINE) Curso Básico em Sala de Vacinas.

O período da adolescência é marcado por um processo de construção social, onde ocorrem mudanças biológicas e comportamentais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define adolescência como sendo o período da vida que começa aos 10 anos e termina aos 19 anos completos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera a adolescência, a faixa etária dos 12 até os 18 anos de idade.

É uma fase que inclui momentos de escolhas e decisões que, às vezes, aumenta o risco de exposição a fatores de riscos oriundos do contexto social e do estilo de vida do adolescente. A concepção de risco na adolescência pode se relacionar à exposição às situações de violência, abuso de drogas e experiências sexuais precoces e muitas vezes, desprotegidas.

Os adolescentes estão entre os grupos prioritários para o Programa Nacional de Imunização (PNI), no Brasil, devido à suscetibilidade a algumas doenças preveníveis por meio da imunização e, principalmente, pela baixa cobertura vacinal apresentada nesse ciclo de vida.

Durante essas duas décadas dedicadas a prática e o ensino em vacinação, percebo que muitos pais transferem o compromisso da vacinação aos filhos adolescentes. Estamos falando da autonomia facultada aos maiores de 16 anos, no entanto, apesar disso, é importante que um adulto assuma a responsabilidade pela vacinação de rotina desse grupo.

Como prática o ato de vacinar deve ser antecedido pelo acolhimento, escuta e paciência. Muitas adolescentes referem medo da injeção, e este  deve ser considerado como um provável desencadeador de ansiedade, principalmente  se a vacinação ocorrer em ambiente escolar em grupos.

O estudo australiano de Buttery e Madim (2008), constatou que a reação psicogênica em massa é um evento que pode ocorrer em crianças e adolescentes sob estresse físico e emocional. É definido como um distúrbio psicológico em que um grupo de pessoas passa a ter, ao mesmo tempo, um comportamento inesperado ou apresentar sinais e sintomas de aparente adoecimento sem que se consiga estabelecer uma causa aparente. São mais frequentes em grupos fechados, como alunos de uma mesma escola ou trabalhadores de uma mesma empresa, embora também possa acometer população em geral.

A Nota Informativa N°109/2014/ do Programa Nacional de Imunização descreve a vacinação contra o papiloma vírus humano (HPV) e as evidências  científicas sobre os eventos relacionados  a vacinação  no município de Bertioga – SP.

Sobre a reação psicogênica pós-vacinação, tem sido relatada em outros países, a exemplo da Austrália, quando em 2007, 720 meninas com idade entre 12-17 anos foram vacinadas em uma mesma escola e, 2 horas após a vacinação, 26 meninas apresentaram sintomas que incluíam tonturas, síncope e queixas neurológicas como dificuldade de andar. Sem evidências de uma etiologia orgânica após a realização de exames laboratoriais e de imagens ou de relatos semelhantes de eventos adversos em outros lugares utilizando o mesmo lote de vacina, concluiu-se que se tratava de uma resposta psicogênica em massa à 12 vacinação.

Na Colômbia, em agosto de 2014, cerca de 276 adolescentes de um mesmo colégio que tomaram vacina contra HPV apresentaram sintomas como desmaios, dor de cabeça, tonturas, dormência e formigamento em várias partes do corpo. Levadas para atendimento em hospital, não foi encontrada nenhuma causa clínica que justificasse os sintomas. O Ministério da Saúde colombiano esclareceu publicamente que estes casos tinham sido uma reação psicogênica à vacina decorrente da ansiedade coletiva.

Na Jordânia, em 1998, 160 crianças de uma mesma escola foram imunizadas com a vacina difteria e tétano. Uma das crianças apresentou um desmaio no dia seguinte após a vacinação. Após esse fato, 20 crianças que tinham sido vacinadas também apresentaram desmaios e mal-estar. Este caso teve grande divulgação na mídia para todo o país e, após 2 dias da vacinação nesta escola, mais 55 crianças passaram mal e outras 751 crianças de outras escolas também informaram mal-estar (febre, hipotensão, falta de ar, calafrios). Depois de uma avaliação clínica cuidadosa, todos esses casos foram atribuídos a uma reação em massa pós-vacinação.

Observa-se uma semelhança entre os casos acima relatados com o que aconteceu em Bertioga-SP, onde 11 garotas que receberam a segunda dose da vacina HPV, no dia 4 de setembro de 2014 em ambiente escolar, apresentaram mal-estar após a aplicação da vacina. Oito foram levadas ao pronto-socorro e liberadas em seguida. Três adolescentes que foram internadas para investigação não apresentaram nenhuma alteração neurológica, já tiveram alta, não apresentando nenhuma sequela, o que reforça o diagnóstico de reação psicogênica ao ter sido utilizada a vacina HPV em ambiente escolar.

Essas informações estão descritas para reforçar a importância do reconhecimento das peculiaridades da vacinação do adolescente   e da prevenção da probabilidade da ocorrência síncope pós vacinação.

Por fim, ressaltar que o adolescente não é mais criança (como muitos dizem) e tem um calendário de vacinação que inclui as vacinas contra a hepatite B, dupla adulto(proteção contra a difteria e o tétano), tríplice viral (prevenção  contra o sarampo, rubéola e caxumba), vacinação contra o HPV ( prevenção do papiloma vírus humano), prevenção contra a febre amarela  e a meningite do tipo C.É importante levar o cartão de vacinas para avaliar o histórico de vacinação.

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Fonte: Enf. Gisele Cristina Tertuliano, Cientista Social, Mestre e doutoranda em Saúde Coletiva.

Você sabe onde está o seu cartão de vacinas?

A imunização da população adulta assegura a redução dos riscos de doenças imunopreveníveis e do número de indivíduos e profissionais suscetíveis, diminuindo o risco de transmissão de doenças entre este grupo e a coletividade. O Curso Básico em  Sala de Vacinas da Astha Cursos, aborda o Calendário Vacinal no Sistema Único de Saúde (SUS) e das Clínicas Privadas.

O registro vacinal dos adultos é importante por várias razões:

  • Proteção contra as doenças imunopreveníveis,
  • Comprovação da vacinação para a proteção da família, amigos e colegas de trabalho,
  • Admissão no trabalho,
  • Verificação da vacinação ocupacional,
  • Verificação vacinal em caso de acidentes, gravidez. investigação de doenças infecciosas, viagens.

Vacinação não é somente para as crianças: atualmente, o Ministério da Saúde recomenda aos adultos as vacinas contra hepatite B, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e dupla adulta (difteria e tétano).

Procure a sala de vacina mais próxima, leve o seu cartão de vacinas, ou solicite um novo cartão e mantenha as suas vacinas em dia. Proteja a sua saúde, e tenha uma postura de proteção com o seu próximo.

Acesse o site da ASTHA Cursos Especializados em Saúde e conheça os outros cursos disponíveis.

Fonte: Enf. Gisele Cristina Tertuliano, Cientista Social, Mestre e doutoranda em Saúde Coletiva

A vacinação como prática de cuidado

O cuidado está relacionado às nossas atitudes na vida cotidiana. Se o zelo, a responsabilidade, estão presentes no nosso cotidiano, a vacinação como prática de cuidado tem uma importância fundamental no espaço social. O cuidado consiste em um modo de agir e é importante que tenhamos uma postura zelosa nos nossos espaços de convívio.

O sentido do cuidado desse texto não é o cuidado exercido pelos profissionais da saúde. Cuidar também é ato de solidariedade com o próximo. Vacinar significa cuidar de si e do outro. O profissional da saúde que cuida, tem o papel de informar a população que esse cuidado salva vidas. E nosso Curso Online em Sala de Vacinação vai nesse sentido. Informar, conhecer e bem cuidar.

Cuidado é não disseminar mensagens mentirosas sobre a vacinação, as conhecidas fakes news. As redes sociais estão disseminando informações   sem fundamento científico, fortalecendo um movimento opositor sobre a prática da proteção vacinal. Atualmente é muito comum ouvirmos falar sobre essas inverdades e como contraponto o Ministério da Saúde (MS) criou um canal para combater  as falsas notícias e mostrar os benefícios da vacinação para que doenças controladas ou eliminadas não aumentem o seu potencial de disseminação entre as pessoas.

Para combater as fake news sobre saúde, o Ministério da Saúde, disponibiliza um número de whatsApp para envio de mensagens da população. É um espaço para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.

Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61)99289-4640

O cuidar em saúde é uma atitude interativa, e em tempos de redes sociais significa checar as informações antes do compartilhamento. É adotar uma postura de preocupação com o bem-estar do outro. Este artigo no Blog da ASTHA Cursos Especializados em Saúde quer colaborar para a conscientização populacional sobre a proteção à várias doenças conferidas pela Imunização.

Fonte: Enfermeira Gisele Cristina Tertuliano, cientista social, mestre e doutoranda em Saúde Coletiva.

Imunização como Política Pública de Saúde

Neste relato, compartilho com os leitores do Blog da ASTHA Cursos a imunização como política pública de saúde. As políticas públicas funcionam como medidoras das relações e demandas entre Estado e os cidadãos. No entanto, outros mediadores podem reativar as funções da solidariedade social, na direção de segmentos da população que necessitam de apoiadores na garantia da manutenção da saúde.

Mesmo que importantes exceções existam, as doenças infecciosas, como grupo, são mais facilmente prevenidas do que qualquer outro importante conjunto de agravos à saúde.

As doenças infecciosas no Brasil repercutem em grande impacto na saúde das populações. Para algumas infecções há vacinas eficazes, como por exemplo difteria, tétano, sarampo, poliomielite, rubéola, febre amarela, hepatite B, caxumba, meningite entre outras.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é um programa gigantesco e é orientado por normas técnicas, referentes a conservação, manipulação, transporte e aplicação dos imunobiológicos, além da programação e avaliação em todo território nacional.

O desafio de tornar a vacinação acessível para a toda a população brasileira é um compromisso que deve ser exercido pelos profissionais que fazem parte dessa rede de saúde. A cada cidadão é importante que entenda que esse programa pertence a sociedade brasileira, pois é custeado por recursos públicos e está disponível para todos os brasileiros, independente de sua condição econômica, trazendo resultados que impactam a saúde de todos os cidadãos.

A responsabilidade para o sucesso do programa é compartilhada, ou seja essa tarefa perpassa a coordenação nacional, as unidades federadas , os municípios, cada  vacinador  e a sociedade, tendo em vista que é obrigação dos pais ou responsáveis levarem as crianças para serem vacinadas , ou mesmo, é a responsabilidade de cada cidadão procurar a unidade de saúde o clínica de vacinação. Em situações de fragilidade social, reforça-se a importância das redes e apoio social  como elo entre os serviços públicos e a população a ser atendida.

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Autora: Enf. Gisele Cristina Tertuliano, Mestre, Cientista Social e Doutoranda em Saúde Coletiva