Cursos Especializados em Saúde EAD: um novo Professor. Um novo Aluno

A educação a distância (EAD) na área da saúde ainda é vista como uma novidade, mas isso está mudando. A ASTHA Cursos Especializados em Saúde nos traz uma experiência exitosa na área de Cursos Livres para capacitação e aperfeiçoamento profissional, promovendo um novo pensar possível em cursos Especializados na área da Saúde. O EAD trata-se de uma composição que nos oferece um novo professor para um novo aluno, pois eles são ministrados por profissionais especialistas instigados a dominar uma nova técnica de ensino e a preparar um conteúdo motivador para surpreender o aprendiz. Se você gostou, leia mais sobre dados da educação a distância no Brasil, abaixo.

No Brasil, a educação a distância cresce a olhos vistos. Fatores como o baixo custo, flexibilidade de horário e otimização geográfica apareciam como impulsionadores do formato. No entanto, percebe-se que a educação a distância toma o lugar do ensino, nos mais diversos níveis de educação e formação, também porque oferece um aprendizado mais dinâmico, atualizando as fórmulas de ensino presencial, desgastadas, sem renovação pedagógica.  Muitos jovens aderem ao ensino a distância à procura de novidades para superar o modelo que consideram ultrapassado e sem atrativos para mantê-los motivados a longo prazo.

Atualmente a modalidade de ensino a distância já responde, segundo o Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação, de 2016, por quase 5 milhões de alunos matriculados em cursos de graduação, pós-graduação e cursos livres e vem crescendo aceleradamente, a partir daí. Muito do crescimento se deve à qualificação de professores para essa modalidade, devido ao fomento e incentivo dados a esse fim a partir de 2004. Com o tempo a educação a distância passou a ser vista como importante alternativa de formação e especialização e até mesmo a satisfação de uma necessidade de aprendizado contínuo sobre diversas coisas e possibilidades da vida.

O desenvolvimento e aprimoramento contínuo de competências passa a ser uma necessidade premente das pessoas. Nesse sentido o ensino a distância passa a ser uma opção barata, prática e acessível para aqueles que gostam de estudar. E a área da Saúde será muito favorecida pela metodologia, no sentido de promover que o conhecimento altamente qualificado seja divulgado e aproveitado por um contingente maior de pessoas.

Fonte: ASTHA Cursos Especializados em Saúde

Protocolo Brasileiro de Aromaterapia: Gestação, Parto e Puerpério

POR QUE OFERECER A AROMATERAPIA NO TRABALHO DE PARTO?

Com a implantação de Protocolos de Aromaterapia no trabalho de parto a tendência é aumentar a satisfação materna e o bem-estar do bebê. Saiba mais lendo o post abaixo:

Existem aspectos emocionais e culturais envolvidos no processo do parto e nascimento. Esta experiência, vivida por mulheres, deixa marcas muito fortes, positivas ou negativas, para das suas vidas, pois o período da gravidez e o momento do parto, em particular, é único na vida e carregado de fortes emoções, para todos os envolvidos: gestante, bebê e famílias.

A aromaterapia visa melhorar a experiência geral de parto das mulheres, aumentando a escolha e o empoderamento feminino,  promovendo a humanização do parto e reduzindo processos intervencionistas e tem o potencial de ser uma opção segura, eficaz e econômica para as mulheres, pois é uma opção integrativa e complementar para aliviar a dor e o desconforto no trabalho de parto e  auxiliar nos sintomas fisiológicos naturais que envolvem antes, durante e após o nascimento.

A Aromaterapia é uma ciência e uma arte que envolve a administração de óleos essenciais, substâncias concentradas extraídas de plantas, por seus efeitos terapêuticos no corpo, tanto físico como psicológico. É considerada uma forma integrativa e complementar à medicina convencional que funciona devido à combinação dos fatores: ação fisiológica dos constituintes químicos dos óleos essenciais, o método de administração e o efeito dos aromas no sistema límbico cerebral (alterando os estados emocionais de humor,  ansiedade,  estresse, outros).

Pesquisas inglesas sugerem que até 80% das mulheres grávidas se auto administram remédios naturais ou consultam terapeutas independentes para aliviar os desconfortos que sentem durante a gravidez, se preparar para o parto, aliviar a dor do parto e se adaptar à maternidade. As Parteiras e Doulas são cada vez mais solicitadas para acompanhamento e aconselhamento sobre estilo de vida, métodos mais naturais e harmônicos. Muitas maternidades estão agora buscando implementar terapias complementares, como a aromaterapia, hipnose e acupuntura, como um meio de retornar e facilitar à normalidade do parto.

Aromaterapia e massagem tem sido comprovadamente benéficas facilitando o parto normal e reduzindo a necessidade de intervenção farmacológica ou cirúrgica. Resultados de uma pesquisa na Inglaterra apontam para os seguintes resultados (Dhany et al., 2012):

  • A necessidade de uso de anestesia peridural foi significativamente menor para as mulheres que usaram aromaterapia.
  • A redução do uso de opioides sistêmicos  foi relacionada a utilização da aromaterapia pelas gestantes.
  • Diminuição de relatos de dor de cabeça, náusea, vômito ou erupção cutânea eritêmica leve pelas mulheres após o uso da aromaterapia.
  • Além disso, as mulheres expressaram sentimentos de fortalecimento da auto-estima ao usar aromaterapia.

O primeiro protocolo de Aromaterapia para ambiente hospitalar, clínico, ambulatorial e domiciliar do Brasil, desenvolvido pela Prof. Dr. Adriana Nunes Wolffenbüttel, está sendo disponibilizado no curso Implantação de um Protocolo Nacional de Aromaterapia: gestação, parto e puerpério da ASTHA.

FONTES:  Dhany et al., 2012; Burns et al., 2000. Allright e outros, 2003. William e outros, 2007; Babycentre.co.uk 2011; Bishop et al 2011; Hall et al 2011.

O que os PEDIATRAS devem saber sobre Triagem Neonatal?

Pediatras acompanham a saúde das crianças ao longo de muito tempo em suas vidas. E devem começar essa tarefa cedo, já indicando a importância da triagem neonatal e recomendando às mães e pais que o façam logo na primeira semana de vida do bebê. Além disso, é esse profissional que vai receber os resultados e acompanhar o tratamento de bebês diagnosticados no “Teste do Pezinho”. Por isso, ele deve ter conhecimento das etapas do fluxo operacional da triagem neonatal e conhecer a linha de atenção multidisciplinar necessária nas doenças diagnosticadas pelo “teste do pezinho”.  

A primeira etapa compreende o teste de triagem propriamente dito. As atuações do obstetra e do pediatra são fundamentais nesta fase. O pediatra deve estar atento aos fatores que podem influenciar os resultados, como idade inadequada para coleta (recomenda-se entre 3º e 5º dias de vida no Brasil), prematuridade, dieta, transfusões e nutrição parenteral total.

A segunda etapa, é o acompanhamento do resultado e localização do recém-nascido e sua família, principalmente se o resultado for alterado, já que o tempo para início do tratamento é crucial para que a mortalidade, morbidade e sequelas sejam prevenidas. O pediatra deve dar suporte à família com informações sobre o significado do resultado positivo da triagem. A primeira conduta do pediatra ao receber um resultado alterado da triagem é confirmar se a criança está bem e assintomática. Uma criança que não está bem deve ser avaliada urgentemente.

A terceira etapa é a realização dos testes complementares para o diagnóstico clínico, que variam de acordo com a doença e que, frequentemente, requerem laboratórios especializados. O pediatra necessitará estar apto para receber as orientações sobre triagem neonatal, dos laboratórios ou dos serviços de referência, e acompanhar o recém-nascido diagnosticado em sua ação de rotina em puericultura.

A terceira etapa é a realização dos testes complementares para o diagnóstico clínico, que variam de acordo com a doença e que, frequentemente, requerem laboratórios especializados. O pediatra necessitará estar apto para receber as orientações sobre triagem neonatal, dos laboratórios ou dos serviços de referência, e acompanhar o recém-nascido diagnosticado em sua ação de rotina em puericultura. 

A quarta etapa diz respeito ao tratamento, que muitas vezes é por toda a vida. O acompanhamento por equipes multidisciplinares é necessário em grande parte das doenças, em conjunto com o atendimento regular feito pelo pediatra de referência, que tem maiores oportunidades de contato com a família e o paciente. Para tal, o pediatra precisará manter-se informado sobre os aspectos fisiopatológicos, clínicos e psicossociais relativos à doença.

A quinta etapa  é a etapa referente à avaliação crítica do sistema, que deve ser constante. Nesta etapa, verificam-se a cobertura populacional, os tempos consumidos em cada etapa, detectando obstáculos à realização precoce do diagnóstico e tratamento. Verificam-se a eficácia do tratamento e as dificuldades encontradas para sua efetivação e manutenção. Verifica-se o impacto dos diagnósticos sobre as famílias. Verificam-se os efeitos da triagem na população.

O American College of Medical Genetics (ACMG) recomenda uma sexta etapa: a educação dos profissionais e do público sobre este tema em Saúde.

Estas características demonstram que a triagem neonatal é mais do que realizar testes laboratoriais. É um sistema complexo, e para o seu êxito é imprescindível a participação do sistema de saúde.

Fonte: LEAO, L.L. AGUIAR, M.J.B. Triagem Neonatal: o que os pediatras deveriam saber. J. Pediatr. (Rio J.) [online]. 2008, vol.84, n.4, suppl., pp.S80-S90. ISSN 0021-7557.  http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572008000500012

PRECISAMOS falar sobre Triagem Neonatal

 

Precisamos falar da triagem neonatal. O “teste do pezinho”, como é conhecida essa triagem, deve ser feito na primeira semana de vida do bebê. Mais precisamente entre o 3° e o 5º dia de vida do bebê, pois ele avalia a possibilidade de existência de no mínimo, seis (06) doenças genéticas/congênitas que podem (e devem) ser controladas, assim que forem reconhecidas. Doenças genéticas são doenças de herança familiar e quando se expressam em um bebê, na maioria das vezes não se evidenciam (são invisíveis) ao nascimento apenas pelo olhar clínico dos profissionais de saúde. Por isso o “teste do pezinho” deve ser realizado por todos recém-nascidos.

No entanto, a realidade em Triagem Neonatal  nos evidencia que apenas a metade da população de recém-nascidos brasileiros fazem a coleta na idade ideal preconizada e  que por causa disso muitos bebês que tem resultados de triagem positivos chegam tardiamente ao diagnóstico clínico e tratamento especializado.

Importante saber que a Triagem Neonatal “Teste do Pezinho” tem uma estrutura operacional que não se restringe apenas à coleta de sangue capilar do recém-nascido em papel-filtro na atenção básica do SUS ou em clínicas ou laboratórios privados. Esta ação em Saúde, necessita de uma linha de atenção especializada para cada uma das doenças rastreadas, o encaminhamento ao tratamento preconizado e acompanhamento profissional multidisciplinar.

O tempo para início do tratamento é crucial para promover um futuro promissor às crianças portadoras de doenças genético-metabólicas/congênitas, evitando, assim, que o desenvolvimento pleno e adequado da criança seja interrompido ou prejudicado.

A meta da Triagem Neonatal é alcançada quando o recém-nascido triado com alguma doença consegue atingir seu pleno desenvolvimento  físico e neurológico, mesmo tendo que conviver com a doença por toda a sua vida.

Fonte: Ana Stela Goldbeck. Bioquímica, Especialista em Triagem Neonatal e Diretora da ASTHA Cursos Especializados em Saúde.

 

 

 

 

 

TOXOPLASMOSE: o que devemos saber quando eclode um surto da doença? 

A Toxoplasmose é uma protozoose, que quer dizer, uma doença causada por microorganismos (protozoários parasitas) que não possuem a capacidade de produzir seu próprio alimento e por isso se alimenta de outros seres vivos para sobreviver e se multiplicar. A toxoplasmose é transmitida pelo protozoário parasita chamado Toxoplasma gondii (T. gondii).  O Toxoplasma gondii é um parasita intracelular que infecta até um terço (1/3) da população mundial.

Ciclo vital do parasita: Os ratos (roedores) são os hospedeiros mais importantes para a manutenção do ciclo vital do Toxoplasma gondii. Acresce-se que as fêmeas de camundongos transmitem a infecção congênita mesmo na fase crônica, perpetuando a infecção nos seus descendentes. Demonstrou-se também que ratos com infecção pelo T. gondii, que possuem cistos teciduais no cérebro, apresentam comportamento mais ativo e audacioso, que os torna mais suscetíveis à predação pelos gatos domésticos. Gatos que ingerem ratos contaminados dão continuidade ao ciclo de maturação do parasito que acontece nos intestinos, eliminando formas (oocistos) contaminantes nas suas fezes. O humano se infecta quando consome carnes cruas infectadas; verduras, legumes mal lavados; exposição à areia ou solo contaminado. A toxoplasmose congênita, que ocorre quando a mãe adquire a infecção durante a gestação, pode causar grave acometimento fetal ou resultar em recém nascidos assintomáticos, mas ainda com risco de sequelas tardias.

A infecção pelo T. gondii pode ocorrer por três vias principais: Fecal-oral: ingestão de oocistos eliminados nas fezes de gatos, presentes na água contaminada, no solo, areia, frutas e verduras. Os oocistos (parasitas) podem ser disseminados pelo ambiente por meio de baratas, moscas e formigas. Cães com hábito de se esfregar em fezes de gatos podem ter seus pelos contaminados com oocistos; Consumo de carnes: pelo consumo de carnes e produtos de origem animal (principalmente de suínos, caprinos e ovinos) crus ou malcozidos contendo cistos teciduais; Transplacentária: via circulação materno-fetal, com a passagem de taquizoítas (parasitas) presentes, em grande número, na circulação materna durante a fase aguda da infecção. Outras formas de transmissão podem ocorrer ainda que raramente. Os taquizoítas podem ser transmitidos, também, pelo leite cru de cabra e da mulher pelo sangue em transfusões, em acidentes de laboratório e em transplantes de órgãos.

ciclo toxoplasma gondii

Aspectos epidemiológicos da infecção pelo T. gondii: parasitas bem sucedidos compartilham algumas características, como vasta cadeia de possíveis hospedeiros, alto poder de infectividade e coexistência pacífica com o hospedeiro. No caso da  toxoplasmose,  o T. gondii consegue infectar milhares de espécies animais, incluindo aéreas, aquáticas e terrestres (carnívoras ou herbívoras). A prevenção primária de Toxoplasmose se baseia em educação, que pode ser transmitida a uma população por programas de Saúde Pública, que tem a missão de vigilância em saúde, diagnóstico, tratamento e condutas em áreas contaminadas. É responsabilidade do poder público fazer e manter o controle da população de ratos urbanos, gatos e cães de rua, ainda mais quando existe foco de contaminação.

Fontes: LAGO, Eleonor Gastal. Estratégias de controle da toxoplasmose congênita. 2006. 189 f. Tese (Doutorado em Pediatria e Saúde da Criança) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.

MITSUKA-BREGANÓ, R., LOPES-MORI, FMR., and NAVARRO, IT., orgs. Toxoplasmose adquirida na gestação e congênita: vigilância em saúde, diagnóstico, tratamento e condutas [online].Londrina: EDUEL, 2010. 62 p. ISBN 978-85-7216-676-8. Available from SciELO Books http://books.scielo.org

 

 

 

AMAMENTAÇÃO CRUZADA: uma mãe pode amamentar o filho de outra mãe que apresenta dificuldades no aleitamento?

A amamentação cruzada, como é conhecida a prática de mães que amamentam filhos de outras que apresentam alguma dificuldade com o aleitamento, é contra indicada formalmente pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS).Esta prática traz diversos riscos ao bebê podendo transmitir doenças infectocontagiosas. Caso uma mãe não consiga amamentar, a primeira orientação é buscar ajuda junto ao seu médico, pediatra ou a unidade onde teve o seu filho. Caso não consiga nenhum auxílio, a mulher pode procurar um Banco de Leite Humano (BLH).Em Banco de Leite Humano, o leite doado diretamente por uma outra mãe é tratado e pasteurizado e, por isso, isento de qualquer possibilidade de transmissão de doenças. A mãe não deve amamentar outra criança que não seja o seu filho. Mesmo se esta mãe estiver com os exames normais ou se teve uma gravidez tranquila, ela pode estar em uma janela imunológica, e esse bebê correr o risco de contrair alguma doença.As vantagens do leite materno são inúmeras, tanto para a mãe quanto para o bebê, mas a amamentação cruzada não deve ser praticada.

Fonte: https://www.iff.fiocruz.br/index.php/8-noticias/221-perigosamamentacao/ acesso 28/03/2018

Vacina contra febre amarela em pessoas com mais de 60 anos; Saiba mais

A vacinação nessa faixa etária requer avaliação médica, devendo ser observadas a presença de morbidades que contraindiquem a vacinação e análise cuidadosa de risco versus benefício. Justifica-se realizar a vacina quando o idoso residir ou viajar para área com risco de transmissão de febre amarela. Idade acima de 60 anos não é uma contraindicação para receber a vacina.

Os eventos adversos da vacina mais comuns são dor local, mal-estar, cefaleia, dores musculares e febre baixa, o que ocorre em 2 a 5% dos vacinados, por volta do 5º ao 10º dia. Essas manifestações duram de 1 a 2 dias.

Fonte: https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/vacina-febre-amarela-idoso/ acesso 05/03/2018

Gestantes e mulheres amamentando podem se vacinar para Febre Amarela?

A vacinação de gestantes e lactantes não é recomendada em áreas sem circulação viral.

Nas áreas com confirmação de circulação viral (epizootias, casos humanos e ou vetores infectados com o vírus da febre amarela), as gestantes e lactantes devem ser vacinadas. Neste caso, recomenda-se a suspensão do aleitamento materno por dez dias após a vacinação.
É importante procurar um serviço de saúde para orientação e acompanhamento a fim de manter a produção do leite materno e garantir o retorno à lactação.

Fonte: https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/contraindicacao-febre-amarela/ acesso 05/03/2018

Ana Stela, fundadora da ASTHA, fala ao jornal Zero Hora sobre o fim do projeto de transporte rápido das amostras do “Teste do Pezinho”:

Governo federal encerrou projeto piloto para transporte rápido das amostras do teste do pezinho, iniciado a 4 anos;Estados terão que assumir a responsabilidade

O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (26), o fim do projeto piloto que prevê transporte rápido para análises e resultados do teste do pezinho no Brasil. A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul já havia confirmado que, a partir de 12 de novembro, o governo federal não iria mais bancar o custeio do transporte via Sedex, que dá mais agilidade ao diagnóstico dos exames. O custeio é feito através de um convênio com os Correios.
 Até novembro, os Estados deverão se adequar e elaborar alternativas para o fim do serviço. Em nota enviada à reportagem, o Ministério da Saúde afirmou que já era previsto o encerramento do projeto piloto, iniciado há cerca de quatro anos, e que os nove Estados envolvidos já tinham conhecimento disso. A pasta esclareceu que foi enviado um ofício para que os Estados se organizem dentro do prazo, e disse ainda que “o envio de amostras é de responsabilidade do gestor local” (veja a íntegra da nota abaixo).

O Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, em Porto Alegre, é o  único no Estado que faz análise dos testes. Assim, todos os 497  municípios gaúchos enviam o material colhido para a instituição, que devolve com o resultado. O exame é obrigatório e gratuito no país, detecta seis tipos de doença, e deve ser feito em até cinco dias após o nascimento.

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul critica o fim do projeto. O temor é de que os resultados cheguem com atraso, prejudicando o diagnóstico das doenças. Conforme a entidade, 110 mil das 140 mil crianças que nascem por ano no Estado dependem do SUS. O diagnóstico precoce é essencial para o tratamento de, pelo menos, seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

Projeto piloto deveria ser estendido, diz ex-coordenadora

A ex-coordenadora técnica do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), que atuou entre 2012 e 2015 no Ministério da Saúde, Ana Stela Goldbeck, acredita na eficácia do projeto piloto e defende que ele deve ser estendido para todo o Brasil, e não apenas para um número pequeno de Estados:

– O projeto piloto se estendeu. Começou em 2013 e, até agora, não havia terminado. A gente não conseguiu, nem eu na época, nem a coordenadora posterior, fazer com que esse orçamento projetado fosse incorporado a uma ação programática para não ter descontinuidade […] Eu sou favorável a que isso continue acontecendo, mas que aconteça sem interrupção, ou seja, que seja alocado um orçamento para que essa atividade seja realizada em todos os Estados brasileiros – defende.

Ana Stela lembra que a maior parte da população precisa do serviço público para a realização do teste do pezinho, e que a demora no transporte das amostras é um dos problemas que pode ser resolvido:

– A primeira perda de tempo é quando a criança não chega para fazer a coleta. A segunda perda de tempo é o envio da remessa da amostra do local onde é coletada até o laboratório. […] São doenças genéticas, que não têm cura. O que faz com que a criança tenha o benefício esperado é o tratamento, então se corre contra o tempo.

Em 2013, levantamento do Ministério da Saúde estimou que o custo do envio por Sedex nos 26 Estados brasileiros, mais o Distrito Federal, seria de R$ 12 milhões anuais. No Rio Grande do Sul, o gasto estimado neste período era de R$ 50 mil por mês.

Veja a íntegra da nota do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde esclarece que não se trata de cancelamento do pagamento de envio do teste por Sedex pela pasta, até mesmo porque o envio de amostras é de responsabilidade do gestor local. O que encerrou foi o Projeto-Piloto de logística de envio de amostras do Teste do Pezinho da rede de atenção básica até o laboratório especializado em triagem neonatal nos estados. Esse piloto foi feito em parceria com os Correios, por meio do convênio que a pasta mantém para verificar a forma mais eficaz e rápida das amostras chegarem aos laboratórios. O projeto contou com a participação de nove estados (AL, AP, CE, MG, PA, PB, PE, RS e SE) que, no momento da adesão, ficaram cientes de seu caráter provisório. O projeto irá acabar em 120 dias e foi enviado um ofício a cada um dos 9 estados para que eles pudessem se reorganizar para atender a demanda de cada lugar. Vale reforçar que o envio das amostras é de responsabilidade do gestor local, conforme disposto na Portaria nº 822, de 6 de junho de 2001, que institui, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o Programa Nacional de Triagem Neonatal.

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2017/07/ministerio-da-saude-confirma-fim-de-projeto-para-transporte-rapido-de-testes-do-pezinho-9853685.html

Foto: Divulgação / Stock.xchng

Qualidade da Amostra coletada para o “Teste do Pezinho”

Uma porcentagem grande de amostras enviadas aos laboratórios especializados em triagem neonatal, são mal coletadas e exigem a reconvocação do bebê para uma nova coleta.
Toda coleta inadequada atrasa o resultado para o bebê que tenha nascido com uma doença genético-metabólica e/ou congênita. E isso certamente causará prejuízos importantes para o seu desenvolvimento, e até mesmo óbito, dependendo da enfermidade
Causas de reconvocação mais frequentes:
1. Amostra Inadequada: sangue não homogêneo, contato com superfície estranha, etc.
2. Amostra Insuficiente: pouco sangue;
3. Amostra Concentrada: aspecto escurecido, papel duro e retorcido, indicando excesso de sangue, supersaturação;
4. Amostra Diluída: amostra teve contato com algum tipo de líquido estranho, água, álcool, líquido tecidual etc.