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Enfermagem: condutas profissionais esperadas e, em especial, diante da Pandemia.

O texto do Blog desta semana expande o contexto da ética em Enfermagem. A ASTHA Cursos Especializados em Saúde disponibiliza para os profissionais de Enfermagem o Curso em Sala de Vacinação. Ele é totalmente ONLINE, com videoaulas exclusivas e carga horária de 40 horas aula.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no guia de desenvolvimento de um plano de vacinação para a COVID-19,  a introdução bem sucedida das vacinas contra a COVID-19 requer a alocação de recursos humanos em quantidade suficiente e fornecer-lhes treinamento de alta qualidade e suporte ao desempenho de suas funções.

A pandemia do SARS CoV 2 tem colocado uma pressão adicional sobre a força de trabalho em geral, por isso é importante que gestores identifiquem, planejem as necessidades e estratégias de implementação da vacinação de forma holística, ou seja, que considerem a força de trabalho em Saúde, incluindo a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o cuidado dos pacientes COVID-19, bem como a manutenção de outros serviços essenciais de Saúde.

A vacinação COVID-19 pode apresentar vários novos desafios, incluindo requisitos mais complexos de manuseio e armazenamento, calendários de imunização mais complicados e o direcionamento de idades fora do sistema de imunização de rotina. Por conta disso os gestores, em seu planejamento, devem avaliar se a força de trabalho de imunização disponível será suficiente para cumprir o programa de imunização de sua região, de acordo com a estratégia de vacinação ou estratégias traçadas.

Ao profissional de Enfermagem é necessário, além da competência teórica e conhecimento, as habilidades técnicas e a experiência, trabalhar guiado pela ética profissional. A ética se refere aos princípios que devem nortear a prática profissional, o relacionamento multiprofissional, a atenção e o atendimento aos pacientes e familiares, bem como uma relação adequada com a Instituição de trabalho.

O código de ética dos profissionais de Enfermagem  dispõe que a ética na enfermagem está estritamente relacionada à qualidade dos serviços prestados pelos profissionais da área. Isso porque são pessoas que atuam nos cuidados a enfermos, crianças e idosos, ou seja, precisam trabalhar com respeito à vida, à dignidade e aos direitos humanos. O papel do profissional de enfermagem é zelar pela saúde, pelo bem-estar e pela segurança dos indivíduos. É necessário ser honesto, assumir os erros, ajudar os colegas em dificuldade, não competir com outros profissionais de forma desleal, respeitar a diversidade de opinião e negar-se a realizar atividades, caso não tenha conhecimento ou competência técnica.

Em linhas gerais, a ética pode ser definida como um conjunto de regras e preceitos morais que orientam o indivíduo ou grupos a viver em sociedade. Diz respeito também à sua postura profissional e ao relacionamento com seus colegas de profissão, com o cuidado aos pacientes e com instituições. É necessário, portanto, que a dignidade e o respeito aos pacientes em qualquer atendimento ou procedimento, sempre venham em primeiro lugar. Destacamos alguns pontos do Código de Ética da Enfermagem, abaixo:

Segurança do paciente: é dever do profissional prestar todas as informações (escritas ou verbais) que sejam importantes para a continuidade da assistência e a segurança do paciente. Ele deve também trabalhar em condições seguras, mesmo em situações de suspensão de atividades decorrentes de movimentos reivindicatórios da categoria. É sua obrigação também deixar claro ao paciente e a familiares todos os direitos, riscos, benefícios e possíveis intercorrências relacionados à assistência prestada. O mesmo deve ocorrer em exames e em outros procedimentos: o enfermeiro deve esclarecer sobre preparo, riscos e consequências, sempre respeitando o direito da pessoa ou de seu responsável de se recusar a fazer.

Registro dos dados em Prontuário: é obrigação do profissional registrar no prontuário, e em outros documentos, os dados e informações indispensáveis ao cuidado do paciente. O A escrita deve ser objetiva e clara, na ordem cronológica, com letra legível e sem rasuras, documentando, formalmente, todas as etapas do seu trabalho, de acordo com sua competência profissional legal.

Respeito na assistência: o profissional de Enfermagem deve exercer seu trabalho sem discriminação de qualquer natureza. Tem também a obrigação de respeitar a autonomia do paciente ou de seu representante legal em relação à sua saúde, ao conforto, ao bem-estar e ao tratamento. Esse respeito deve ocorrer, até mesmo, em relação a decisões sobre cuidados que o paciente não deseja receber quando estiver incapacitado de expressar suas vontades (diretivas antecipadas).

Responsabilidade profissional: é dever do profissional de Enfermagem prestar assistência à coletividade em situações de emergência, epidemia e catástrofes e neste quesito se enquadra a Pandemia do COVID -19,  sem se utilizar desses eventos para pleitear vantagens pessoais.

O profissional deve se responsabilizar pelas faltas e pelos erros cometidos durante as atividades por imperícia, imprudência ou negligência, mesmo que tenham sido em trabalho de equipe, desde que haja sua participação ou que ele tenha conhecimento prévio do ocorrido e deve comunicar aos órgãos criminais os casos de violência doméstica e familiar de mulher adulta e capaz.

O profissional de Enfermagem deve se posicionar contrariamente e denunciar aos órgãos competentes procedimentos realizados por membros de sua equipe em que haja risco ao paciente por imperícia, imprudência e negligência.

Sigilo: o Código de Ética da Enfermagem estabelece, ainda, que o profissional precisa manter sigilo sobre fato de que tenha conhecimento em razão de sua atividade profissional. A exceção fica para os casos previstos em lei ou por determinação judicial, ou, ainda, mediante a autorização por escrito da pessoa envolvida ou de seu representante legal.

Para que os aspectos citados acima sejam cumpridos, dispomos de uma excelente ferramenta: a Política Nacional de Educação Permanente. Através dela as equipes de saúde realizam a avaliação de sua prática profissional, reavaliam os seus processos de trabalho e são inseridos em cursos de atualização em diversas áreas do conhecimento em enfermagem, neste caso em especial na sala de vacinação.

É importante que as equipes transmitam confiança aos usuários do sistema de saúde e para isso, necessitam de informações atualizadas sobre as atividades que estão desenvolvendo. As informações sobre a existência de contraindicações, medidas de precaução, orientação sobre os eventos adversos, informações sobre o aprazamento da próxima dose, o cumprimento de todas a normas e procedimentos de vacinação, são boas práticas que fortalecem a relação vacinado e vacinador e melhoraram significativamente a resposta social para esse momento tão delicado para todos os envolvidos nessa pandemia.

Aliando todos esses aspectos técnicos com atenção, acolhimento, garantiremos uma assistência segura e  ganharemos mais um aliado para multiplicar junto aos seus pares, sobre a importância da vacinação.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

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