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A importância da vacina contra o vírus Influenza (gripe)

O Blog desta semana da ASTHA Cursos Especializados em Saúde vai abordar o tema da importância da vacina contra o vírus da gripe (Influenza). Lembrando a você Profissional de Saúde, que o Curso Sala de Vacinas está ativo e é ONLINE. Você pode cursá-lo onde você estiver, no seu ritmo e no seu tempo, e garantir a certificação de 40 h em sala de vacinação. Boa leitura!

A Influenza é uma infecção viral aguda, que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade.

A transmissão ocorre principalmente de pessoa para pessoa, por meio de gotículas respiratórias produzidas por tosse, espirros ou fala de uma pessoa infectada para uma pessoa suscetível à doença. A transmissão por aerossol também pode ocorrer. A transmissão pode ainda ocorrer através do contato direto ou indireto com secreções respiratórias, ao tocar superfícies contaminadas com o vírus da gripe e, em seguida, tocar os olhos, nariz ou boca. É elevada em ambiente domiciliar, creches, escolas e em ambientes fechados ou semifechados, dependendo não apenas da infectividade das cepas, mas também do número e intensidade do contato entre as pessoas.

O período de incubação dos vírus influenza é geralmente de dois dias, variando entre um e quatro dias. Os sinais e sintomas da doença são muito variáveis, podendo ocorrer desde a infecção assintomática até formas graves. Os quadros graves ocorrem com maior frequência nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes, idosos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

A doença tem início, em geral, com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios como a tosse e outros tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar, quadro que também pode ser desenvolvido com a covid-19, além de outras viroses respiratórias.

A estratégia de vacinação contra a influenza foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1999, com o propósito de reduzir internações, complicações e óbitos na população-alvo .Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação também minimizará a carga da doença, reduzindo os sintomas que podem ser confundidos com os da covid-19.

Conforme a Resolução-RE Nº 4.184, de 15 de outubro de 2020 da Anvisa, a vacina influenza trivalente utilizada no Brasil em 2021 apresenta três tipos de cepas de vírus em combinação:  A/Victoria/2570/2019 (H1N1)pdm09  A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2)  B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria)

É importante que seja priorizada a administração da vacina COVID19, para pessoas contempladas no grupo prioritário para a Influenza e que ainda não foram vacinadas contra a COVID-19. Nestas situações, deve-se agendar a vacina influenza, respeitando o intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas.

Segundo o Ministério da Saúde, o público-alvo para essa campanha são:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias),
  • Gestantes,
  • Puérperas( todas as mulheres no período até 45 dias após o parto ),
  • Povos indígenas,
  • Trabalhadores da saúde,
  • Pessoas com 60 anos ou mais,
  • Professores das escolas públicas e privadas,
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais,
  • Pessoas com deficiência permanente,
  • Forças de segurança e salvamento,
  • Forças armadas,
  • Caminhoneiros,
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso,
  • Trabalhadores portuários,
  • Funcionários do sistema prisional,
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e
  • População privada de liberdade.

É importante citar que outras medidas preventivas são importantes:

Evite encostar nas pessoas para apertos de mãos ou beijos. Cumprimente com sorrisos e acenos.

Quando for tossir ou espirrar, não esqueça de proteger a boca com o cotovelo.

Outra dica boa é usar lenços descartáveis, mas não esqueça de jogá-los no lixo logo em seguida.

Sempre  higienize bem as mãos com água e sabão;

Evite tocar na boca, nariz e olhos;

Evite lugares fechados e com aglomerações.

A Pandemia do SARS CoV2 nos ensinou que o uso de máscara é indispensável para o cuidado de si e do outro quando estamos diante de um agente viral, que se transmite através das secreções das mucosas, por aerossóis e gotículas. A transmissibilidade da gripe por Influenza pode ser rompida ou contida pelo uso deste equipamento de proteção individual (EPI). O uso de máscara quando se está com gripe,  a exemplo de outras Sociedades como os Orientais, faz parte da consciência individual orientada no sentido da proteção coletiva.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano. Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

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