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Protocolo Brasileiro de Aromaterapia: Gestação, Parto e Puerpério

POR QUE OFERECER A AROMATERAPIA NO TRABALHO DE PARTO?

Com a implantação de Protocolos de Aromaterapia no trabalho de parto a tendência é aumentar a satisfação materna e o bem-estar do bebê. Saiba mais lendo o post abaixo:

Existem aspectos emocionais e culturais envolvidos no processo do parto e nascimento. Esta experiência, vivida por mulheres, deixa marcas muito fortes, positivas ou negativas, para das suas vidas, pois o período da gravidez e o momento do parto, em particular, é único na vida e carregado de fortes emoções, para todos os envolvidos: gestante, bebê e famílias.

A aromaterapia visa melhorar a experiência geral de parto das mulheres, aumentando a escolha e o empoderamento feminino,  promovendo a humanização do parto e reduzindo processos intervencionistas e tem o potencial de ser uma opção segura, eficaz e econômica para as mulheres, pois é uma opção integrativa e complementar para aliviar a dor e o desconforto no trabalho de parto e  auxiliar nos sintomas fisiológicos naturais que envolvem antes, durante e após o nascimento.

A Aromaterapia é uma ciência e uma arte que envolve a administração de óleos essenciais, substâncias concentradas extraídas de plantas, por seus efeitos terapêuticos no corpo, tanto físico como psicológico. É considerada uma forma integrativa e complementar à medicina convencional que funciona devido à combinação dos fatores: ação fisiológica dos constituintes químicos dos óleos essenciais, o método de administração e o efeito dos aromas no sistema límbico cerebral (alterando os estados emocionais de humor,  ansiedade,  estresse, outros).

Pesquisas inglesas sugerem que até 80% das mulheres grávidas se auto administram remédios naturais ou consultam terapeutas independentes para aliviar os desconfortos que sentem durante a gravidez, se preparar para o parto, aliviar a dor do parto e se adaptar à maternidade. As Parteiras e Doulas são cada vez mais solicitadas para acompanhamento e aconselhamento sobre estilo de vida, métodos mais naturais e harmônicos. Muitas maternidades estão agora buscando implementar terapias complementares, como a aromaterapia, hipnose e acupuntura, como um meio de retornar e facilitar à normalidade do parto.

Aromaterapia e massagem tem sido comprovadamente benéficas facilitando o parto normal e reduzindo a necessidade de intervenção farmacológica ou cirúrgica. Resultados de uma pesquisa na Inglaterra apontam para os seguintes resultados (Dhany et al., 2012):

  • A necessidade de uso de anestesia peridural foi significativamente menor para as mulheres que usaram aromaterapia.
  • A redução do uso de opioides sistêmicos  foi relacionada a utilização da aromaterapia pelas gestantes.
  • Diminuição de relatos de dor de cabeça, náusea, vômito ou erupção cutânea eritêmica leve pelas mulheres após o uso da aromaterapia.
  • Além disso, as mulheres expressaram sentimentos de fortalecimento da auto-estima ao usar aromaterapia.

O primeiro protocolo de Aromaterapia para ambiente hospitalar, clínico, ambulatorial e domiciliar do Brasil, desenvolvido pela Prof. Dr. Adriana Nunes Wolffenbüttel, está sendo disponibilizado no curso Implantação de um Protocolo Nacional de Aromaterapia: gestação, parto e puerpério da ASTHA.

FONTES:  Dhany et al., 2012; Burns et al., 2000. Allright e outros, 2003. William e outros, 2007; Babycentre.co.uk 2011; Bishop et al 2011; Hall et al 2011.

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