Comunicação Efetiva

Segurança do Paciente em Sala de Vacina: a importância da comunicação efetiva

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente. Nesta semana, o  tema do blog da ASTHA Cursos abordaremos a comunicação em sala de vacinação. O curso Sala de Vacinas agora é ONLINE,  pela internet, com videoaulas exclusivas com a Prof Gisele Tertuliano,  e um CERTIFICADO  de 40 h.a ao final do curso sob aprovação na avaliação final.

Segundo o artigo Segurança do Paciente em Sala de Vacina (Tertuliano, GT , Maszlock V.P) é importante observar alguns aspectos relacionados à comunicação com o usuário:

  • Identifique características específicas quanto à maturidade, condições clínicas e legais que possibilitam assumir suas responsabilidades, como usuários pediátricos, psiquiátricos, por exemplo;
  • Analise as fragilidades do usuário;
  • Propicie o fortalecimento do vínculo do usuário e família com a equipe, pois estes fornecem informações sobre os sintomas, a história e o tratamento;
  • Compartilhe informações sobre potenciais benefícios e eventos;
  • Avalie as dificuldades de comunicação, barreiras de linguagem, falta de entendimento das orientações, fatores sociais e de personalidade;
  • Utilize meios adequados e linguagem compreensível para disponibilizar as informações aos diferentes grupos de pessoas. Utilize recursos que se adaptem aos usuários que tenham barreiras visuais, auditivas e de fala;
  • Respeite o tempo de cada usuário para compreender as informações fornecidas;
  • Crie estratégias para verificar se o usuário compreendeu as informações, repetindo as, caso os objetivos não tenham sido alcançados;
  • Entenda que o usuário tem o direito de saber se os profissionais que irão cuidar dele são competentes para prestar uma assistência segura;
  • Leve em consideração perguntas, queixas e observações do usuário, pois ele é a última barreira para impedir que eventos adversos ocorram;
  • Eduque o usuário para a cidadania, estimulando-o a conhecer seus direitos e responsabilidades;
  • Disponibilize tempo para responder aos questionamentos do usuário e família, ouvir suas observações e promover a educação para a saúde.

Ao fazer os questionamentos para a aplicação segura dos imunobiológicos, promova uma escuta atenta e não induza as respostas do paciente. Permita que ele responda sozinho aos questionamentos e esclareça todas as dúvidas que surgirem.

Em tempos em que a população tem questionado a conduta ética dos vacinadores, a comunicação precisa ser intensificada. Mostre a ele a vacina que ele receberá, apresente todas as especificações sobre a vacina que será aplicada e mostre depois a seringa vacina.

Outro fato que tem modificado a rotina nas salas de vacina é a presença dos usuários oriundos dos países da África do Sul e da América Latina. Sugerimos a presença de uma pessoa que conheça o idioma do usuário ou utilize de um tradutor para a garantia de uma boa comunicação.

O ato de vacinar com a garantia que o profissional realizou uma comunicação efetiva com o usuário, é o terceiro passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

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