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Segurança do Paciente na Sala de Vacinas: a importância da correta higienização das mãos.

No Blog desta semana da  ASTHA Cursos Especializados em Saúde continuaremos com o tema Segurança em Sala de Vacinação. Enf. Gisele Tertuliano, Instrutura do Curso Básico em Sala de Vacinas 40 h.a, nos falará da importância da correta higienização das mãos. Abordaremos semanalmente todos os princípios básicos para a segurança do paciente em sala de vacina.

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente. Nesta semana, abordamos cuidado limpo e seguro, abordando o tema da higienização das mãos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos”, englobando a higienização simples, a higienização antisséptica, a fricção antisséptica e a antissepsia cirúrgica das mãos.

A higienização das mãos apresenta as seguintes finalidades: remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e microbiota da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao contato; prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas.

Segundo o Manual de Normas e Procedimentos em Sala de Vacinação, a  higiene das mãos é realizada antes e depois de:

  • Manusear os materiais, as vacinas, os soros e as imunoglobulinas;
  • Administrar cada vacina, soro e imunoglobulina; e
  • Executar qualquer atividade na sala de vacinação.

Conforme a NR 32, antes de iniciar a higiene das mãos, é necessário retirar joias como anéis e pulseiras e outros adornos, pois sob tais objetos podem se acumular micro-organismos. É importante manter as unhas curtas e com os cantos aparados para evitar acidentes e contaminação.

Na higienização das mãos, evite o uso de água muito quente ou muito fria, para prevenir o ressecamento da pele.

Os passos adequados são os seguintes, segundo o Ministério da Saúde (2014),

  • Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostá-las na pia.
  • Aplique na palma da mão uma quantidade suficiente de sabão líquido para cobrir toda a superfície das mãos.

Ensaboe as palmas das mãos, friccionando uma na outra.

  • Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos. Repita o procedimento com a mão esquerda contra o dorso da mão direita.
  • Entrelace os dedos e friccione os espaços interdigitais.
  • Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, fazendo um movimento de “vai e vem”. Repita o procedimento com a outra mão.
  • Esfregue o polegar direito com o auxílio da palma da mão esquerda, fazendo um movimento circular. Repita o procedimento com a outra mão.

Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda, fazendo um movimento circular. Repita o procedimento com a outra mão.

  • Esfregue o punho esquerdo com o auxílio da palma da mão direita, utilizando um movimento circular e vice-versa.
  • Enxágue as mãos retirando os resíduos de sabão (no sentido dos dedos para os punhos) e evitando o contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.
  • Seque as mãos utilizando papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. Utilize o mesmo papel-toalha para o fechamento das torneiras com contato manual. • Despreze o papel-toalha no cesto de lixo comum.

Importante ressaltar que o uso de luvas é obrigatório quando o vacinador ou o paciente tenham lesões cutâneas, considerar também a possibilidade do vacinador necessite entrar em contato com fluidos corporais do paciente. O Conselho Federal de Enfermagem ressalta a importância de, quando usadas, as luvas sejam trocadas entre os pacientes, assim como as mãos precisam ser higienizadas.

O ato de vacinar com a garantia que o profissional realizou a coleta higienização das mãos, é o segundo passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano. Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

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