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Segurança do Paciente em Sala de Vacina – Aplicação das Normas de Rede de Frio

Nesta semana, o blog da ASTHA Cursos,  continuando com os princípios básicos para a segurança do paciente em sala de vacina, vai abordar  a segurança na aplicação das normas na rede de frio. Lembrando que o Curso Sala de Vacinas continua ativo, é ONLINE. Se você é profissional de Enfermagem, não pode deixar de fazer este curso e garantir a certificação 40 h.

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente.

Segundo o Ministério da Saúde a Rede de Frio é  um sistema amplo, que inclui estrutura técnico-administrativa orientada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), por meio de normatização, planejamento, avaliação e financiamento que visam a manutenção adequada da cadeia de frio, que é o processo logístico de conservação dos imunobiológicos, desde o laboratório produtor até o usuário, incluindo as etapas de recebimento, armazenamento, distribuição e transporte, de forma oportuna e eficiente, assegurando a preservação de suas características originais.

A prática da enfermagem em sala de vacinação está embasada no processo educacional e seus profissionais participam desse processo  de forma a promoverem a qualidade nos serviços prestados à população.

A transformação das ações de vacinação foi gradativa ao longo dos anos, exigindo dos profissionais que atuam nos serviços a qualificação, responsabilidade e conhecimentos específicos para o manuseio, conservação, preparo e administração, registro e descarte dos resíduos resultantes das ações de vacinação.

A organização dos serviços de vacinação compreende um conjunto de ações desenvolvidas com o objetivo de permitir a estruturação física e o desenvolvimento dos trabalhadores, através da alocação adequada dos recursos necessários para a prestação da assistência à saúde da população, considerando esse arcabouço de ações um campo de atividades para o enfermeiro e a equipe de enfermagem.

O Ministério da Saúde, disponibiliza todos os manuais sobre as normas de rede de frio, disponíveis para a capacitação e consulta dos interessados no tema da vacinação.

[1] O manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações oferece um referencial teórico e operacional, fundamental para a garantia dos aspectos da qualidade e segurança dos imunobiológicos disponibilizados pelo PNI.

[2] O livro Rede de Frio: fundamentos para a compreensão do trabalho, tem como objetivo proporcionar reflexões sobre conceitos e/ou práticas cotidianas inerentes aos serviços de saúde, no campo da rede de frio de imunobiológicos, instrumentalizando os profissionais com novos saberes e visão crítica no exercício de suas atividades”.

[3] A obra Rede de Frio: gestão, especificidades e atividades destaca a necessidade do trabalho compartilhado e do planejamento para gestão eficiente da rede; ressalta o papel estratégico que o trabalhador da rede de frio desempenha nesse processo; e debate assuntos que vão desde o calendário vacinal até o gerenciamento dos resíduos resultantes das atividades desenvolvidas na imunização e na rede de frio de imunobiológicos”

As ações de imunização devem ser visualizadas como parte integrante de um contexto global de estratégias preventivas, cujo papel do vacinador é oferecer o imunobiológico além dos espaços tradicionais. As ações extramuro, conforme descrito anteriormente envolvem um cuidado extremo com a manutenção da temperatura dos imunobiológicos, evitando os imunobiológicos sob suspeita.

Os imunobiológicos sob suspeita segundo Filho e colaboradores (2020) são decorrentes da termolabilidade dos imunobiológicos que são sensíveis ao calor, ao frio e à luz. De forma a manter sua potência, eles devem ser armazenados, transportados, organizados, monitorados, distribuídos e administrados adequadamente.

Oliveira e colaboradores (2014), definem a conduta frente aos imunobiológicos sob suspeita :comunicar imediatamente a instância superior em casos de alteração; preencher e enviar o formulário de avaliação de imunobiológicos sob suspeita; até pronunciamento de instância superior.

O ato de vacinar com a garantia que o profissional conheça e domine as novas tecnologias da rede de frio, que é o sexto  passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano. Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva

Segurança do Paciente em Sala de Vacina: a importância da comunicação efetiva

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente. Nesta semana, o  tema do blog da ASTHA Cursos abordaremos a comunicação em sala de vacinação. O curso Sala de Vacinas agora é ONLINE,  pela internet, com videoaulas exclusivas com a Prof Gisele Tertuliano,  e um CERTIFICADO  de 40 h.a ao final do curso sob aprovação na avaliação final.

Segundo o artigo Segurança do Paciente em Sala de Vacina (Tertuliano, GT , Maszlock V.P) é importante observar alguns aspectos relacionados à comunicação com o usuário:

  • Identifique características específicas quanto à maturidade, condições clínicas e legais que possibilitam assumir suas responsabilidades, como usuários pediátricos, psiquiátricos, por exemplo;
  • Analise as fragilidades do usuário;
  • Propicie o fortalecimento do vínculo do usuário e família com a equipe, pois estes fornecem informações sobre os sintomas, a história e o tratamento;
  • Compartilhe informações sobre potenciais benefícios e eventos;
  • Avalie as dificuldades de comunicação, barreiras de linguagem, falta de entendimento das orientações, fatores sociais e de personalidade;
  • Utilize meios adequados e linguagem compreensível para disponibilizar as informações aos diferentes grupos de pessoas. Utilize recursos que se adaptem aos usuários que tenham barreiras visuais, auditivas e de fala;
  • Respeite o tempo de cada usuário para compreender as informações fornecidas;
  • Crie estratégias para verificar se o usuário compreendeu as informações, repetindo as, caso os objetivos não tenham sido alcançados;
  • Entenda que o usuário tem o direito de saber se os profissionais que irão cuidar dele são competentes para prestar uma assistência segura;
  • Leve em consideração perguntas, queixas e observações do usuário, pois ele é a última barreira para impedir que eventos adversos ocorram;
  • Eduque o usuário para a cidadania, estimulando-o a conhecer seus direitos e responsabilidades;
  • Disponibilize tempo para responder aos questionamentos do usuário e família, ouvir suas observações e promover a educação para a saúde.

Ao fazer os questionamentos para a aplicação segura dos imunobiológicos, promova uma escuta atenta e não induza as respostas do paciente. Permita que ele responda sozinho aos questionamentos e esclareça todas as dúvidas que surgirem.

Em tempos em que a população tem questionado a conduta ética dos vacinadores, a comunicação precisa ser intensificada. Mostre a ele a vacina que ele receberá, apresente todas as especificações sobre a vacina que será aplicada e mostre depois a seringa vacina.

Outro fato que tem modificado a rotina nas salas de vacina é a presença dos usuários oriundos dos países da África do Sul e da América Latina. Sugerimos a presença de uma pessoa que conheça o idioma do usuário ou utilize de um tradutor para a garantia de uma boa comunicação.

O ato de vacinar com a garantia que o profissional realizou uma comunicação efetiva com o usuário, é o terceiro passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Segurança do Paciente na Sala de Vacinas: a importância da correta higienização das mãos.

No Blog desta semana da  ASTHA Cursos Especializados em Saúde continuaremos com o tema Segurança em Sala de Vacinação. Enf. Gisele Tertuliano, Instrutura do Curso Básico em Sala de Vacinas 40 h.a, nos falará da importância da correta higienização das mãos. Abordaremos semanalmente todos os princípios básicos para a segurança do paciente em sala de vacina.

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente. Nesta semana, abordamos cuidado limpo e seguro, abordando o tema da higienização das mãos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos”, englobando a higienização simples, a higienização antisséptica, a fricção antisséptica e a antissepsia cirúrgica das mãos.

A higienização das mãos apresenta as seguintes finalidades: remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e microbiota da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao contato; prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas.

Segundo o Manual de Normas e Procedimentos em Sala de Vacinação, a  higiene das mãos é realizada antes e depois de:

  • Manusear os materiais, as vacinas, os soros e as imunoglobulinas;
  • Administrar cada vacina, soro e imunoglobulina; e
  • Executar qualquer atividade na sala de vacinação.

Conforme a NR 32, antes de iniciar a higiene das mãos, é necessário retirar joias como anéis e pulseiras e outros adornos, pois sob tais objetos podem se acumular micro-organismos. É importante manter as unhas curtas e com os cantos aparados para evitar acidentes e contaminação.

Na higienização das mãos, evite o uso de água muito quente ou muito fria, para prevenir o ressecamento da pele.

Os passos adequados são os seguintes, segundo o Ministério da Saúde (2014),

  • Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostá-las na pia.
  • Aplique na palma da mão uma quantidade suficiente de sabão líquido para cobrir toda a superfície das mãos.

Ensaboe as palmas das mãos, friccionando uma na outra.

  • Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos. Repita o procedimento com a mão esquerda contra o dorso da mão direita.
  • Entrelace os dedos e friccione os espaços interdigitais.
  • Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, fazendo um movimento de “vai e vem”. Repita o procedimento com a outra mão.
  • Esfregue o polegar direito com o auxílio da palma da mão esquerda, fazendo um movimento circular. Repita o procedimento com a outra mão.

Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda, fazendo um movimento circular. Repita o procedimento com a outra mão.

  • Esfregue o punho esquerdo com o auxílio da palma da mão direita, utilizando um movimento circular e vice-versa.
  • Enxágue as mãos retirando os resíduos de sabão (no sentido dos dedos para os punhos) e evitando o contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.
  • Seque as mãos utilizando papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. Utilize o mesmo papel-toalha para o fechamento das torneiras com contato manual. • Despreze o papel-toalha no cesto de lixo comum.

Importante ressaltar que o uso de luvas é obrigatório quando o vacinador ou o paciente tenham lesões cutâneas, considerar também a possibilidade do vacinador necessite entrar em contato com fluidos corporais do paciente. O Conselho Federal de Enfermagem ressalta a importância de, quando usadas, as luvas sejam trocadas entre os pacientes, assim como as mãos precisam ser higienizadas.

O ato de vacinar com a garantia que o profissional realizou a coleta higienização das mãos, é o segundo passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano. Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Segurança do Paciente em Sala de Vacinas

No texto desta semana a ASTHA Cursos Especializados em Saúde continua na abordagem do tema de Boas Práticas em Sala de Vacinas. O curso de aperfeiçoamento profissional em Sala de Vacinas está disponível ONLINE. Garante seu CERTIFICADO 40 horas aula!  Você pode realizá-lo no seu tempo e no seu domicílio, pois ele é totalmente pela internet, podendo ser acessado pelo seu smartfone.

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente em sala de vacinação. Abordaremos semanalmente todos os princípios básicos para a segurança do paciente em sala de vacina. Iniciando pela identificação do paciente:

A identificação do usuário é prática indispensável para garantir a segurança do paciente em qualquer ambiente de cuidado à saúde. Este procedimento inclui a prevenção na troca de fichas e o chamamento por extenso do nome de cada usuário antes da vacinação para certificação de que é mesmo aquela pessoa que deve ser vacinada.

No acolhimento do usuário na sala de vacina, é importante garantir que a pessoa apresente o cartão de vacinas para a identificação do histórico de vacinação, com documento com foto e CPF (Cadastro de Pessoa Física). Para os recém-nascidos é obrigatório o registro de nascimento.

É importante considerar também o cumprimento do Decreto 8.727, de 28 de abril de 2016, que torna obrigatório o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, para a garantia do acesso e equânime à população LGBTQI+ nos serviços de vacinação.

Sobre a população em situação de rua, é garantido o atendimento nos serviços de saúde conforme o Decreto nº 7.053 de 23 de dezembro de 2009.

O ato de vacinar com a garantia que o indivíduo foi corretamente identificado, é o primeiro passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.