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Segurança do Paciente em Sala de Vacinas

No texto desta semana a ASTHA Cursos Especializados em Saúde continua na abordagem do tema de Boas Práticas em Sala de Vacinas. O curso de aperfeiçoamento profissional em Sala de Vacinas está disponível ONLINE. Garante seu CERTIFICADO 40 horas aula!  Você pode realizá-lo no seu tempo e no seu domicílio, pois ele é totalmente pela internet, podendo ser acessado pelo seu smartfone.

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas e definir o desenvolvimento de pesquisas baseadas em evidências científicas com melhores práticas voltadas à segurança do paciente em sala de vacinação. Abordaremos semanalmente todos os princípios básicos para a segurança do paciente em sala de vacina. Iniciando pela identificação do paciente:

A identificação do usuário é prática indispensável para garantir a segurança do paciente em qualquer ambiente de cuidado à saúde. Este procedimento inclui a prevenção na troca de fichas e o chamamento por extenso do nome de cada usuário antes da vacinação para certificação de que é mesmo aquela pessoa que deve ser vacinada.

No acolhimento do usuário na sala de vacina, é importante garantir que a pessoa apresente o cartão de vacinas para a identificação do histórico de vacinação, com documento com foto e CPF (Cadastro de Pessoa Física). Para os recém-nascidos é obrigatório o registro de nascimento.

É importante considerar também o cumprimento do Decreto 8.727, de 28 de abril de 2016, que torna obrigatório o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, para a garantia do acesso e equânime à população LGBTQI+ nos serviços de vacinação.

Sobre a população em situação de rua, é garantido o atendimento nos serviços de saúde conforme o Decreto nº 7.053 de 23 de dezembro de 2009.

O ato de vacinar com a garantia que o indivíduo foi corretamente identificado, é o primeiro passo para a vacinação segura.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira e Cientista Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

Ética em Sala de Vacinação

A transformação das ações de vacinação foi gradativa ao longo dos anos, exigindo dos profissionais que atuam nos serviços a qualificação, responsabilidade e conhecimentos específicos para o manuseio, conservação, preparo e administração, registro e descarte dos resíduos resultantes das ações de vacinação. O tema do Blog desta semana da ASTHA Cursos Especializados em Saúde  aborda a ética em Sala de Vacinação.

A organização dos serviços de vacinação compreende um conjunto de ações desenvolvidas com o objetivo de permitir a estruturação física e o desenvolvimento dos trabalhadores, através da alocação adequada dos recursos necessários para a prestação da assistência à saúde da população, considerando esse arcabouço de ações um campo de atividades para o enfermeiro e a equipe de enfermagem.

No contexto da vacinação conta a COVID-19, estamos assistindo perplexos cenas de imoralidade e completo descaso com o ser humano e com a assistência de enfermagem. É direito do usuário ver o imunobiológico que está sendo aspirado do frasco de vacinas e após a administração, é também direito do usuário ver a que a vacina foi aplicada, mostrando-lhe  a seringa vazia.

É necessário que os líderes das equipes de enfermagem, coordenadores dos programas municipais de vacinação e gestores, invistam fortemente na qualificação dos profissionais em sala de vacinação. Era sabido que a vacina chegaria e seria um contingente imenso de pessoas a serem atendidas. Por que não houve um investimento antecipado na qualificação desses profissionais e principalmente na seleção de pessoas realmente preparadas para esse trabalho?

Pensando nisso, o nosso Curso em Sala de Vacinas presencial foi  adaptado para Curso Básico em Sala de Vacinas em formato digital e colocado na plataforma ONLINE totalmente em  videoaulas, prezando a integridade do conteúdo e a qualidade da informação, possibilitando assim que gestores públicos pudessem incentivar seus profissionais de Enfermagem ao acesso à qualificação onde estivessem, na hora que pudessem. O curso está disponível e o preço é muito acessível. Acesse o curso e garanta a certificação de 40 h.a.

A Enfermagem tem uma imensa responsabilidade em suas mãos e o mundo está vendo através da imprensa e das redes sociais a atuação dos vacinadores; e se eles estão cumprindo as boas práticas de vacinação.

Aos profissionais de enfermagem e outros profissionais habilitados legalmente para a vacinação, é necessário que a prática em sala de vacina seja observada e avaliada. A vacinação não é a simples aplicação de uma injeção. Essa prática é extremamente complexa que envolve segurança do paciente, manutenção da eficácia do imunobiológico, ética, formação específica, atendimento às normas e procedimentos entre outros aspectos fundamentais para uma assistência qualificada.

Somos um contingente imenso de profissionais que desde 1973 com a criação do Programa Nacional de Imunização -PNI, desenvolveu e desenvolve atividades muito relevantes como por exemplo:  a contribuição para a erradicação da poliomielite, a eliminação da rubéola e rubéola congênita, a vacinação contra a influenza H1N1, e o compromisso de aumentar as coberturas vacinais em tempos de recrudescimento do sarampo e Fake News.

É importante mantermos o status de sermos membros do maior programa de vacinação gratuita o mundo. Não há espaço para profissionais que não valorizam o seu compromisso com a ética e o exercício profissional.

Aos profissionais comprometidos com a sua tarefa tão nobre, nosso respeito e solidariedade para que tenham persistência para que enfrentem com tranquilidade mais um momento desafiador.

Que os gestores e legisladores desse pais, lembrem-se que a Enfermagem precisa ser valorizada nos aspectos econômicos, sociais e laborais.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano – Enfermeira, Cientista Social, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.