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A vacina contra o sarampo salva vidas.

O Curso Básico em Sala de Vacinas agora é ONLINE e você, profissional de Enfermagem,  não pode perder a oportunidade de atualização em sala de vacinação. Curta a página da ASTHA Cursos nas redes sociais. No texto desta semana do nosso Blog, vamos falar sobre o Sarampo.

Sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, transmissível e extremamente contagiosa. Pode apresentar sérias complicações,  principalmente em crianças menores de cinco anos de idade, pessoas desnutridas e imunodeprimidas. A transmissão do vírus ocorre de forma direta de pessoas doentes ao espirrar, tossir, falar ou respirar próximo a pessoas que não apresentam imunidade contra o vírus do sarampo, o que torna evidente a importância da vacinação, conforme recomendações do Ministério da Saúde.

O país encerrou o ano de 2020 com 8448 casos confirmados e 07 óbitos por sarampo. Até a semana epidemiológica 52 de 2020, quatro estados, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Amapá, permaneciam com surto.

O retrocesso é uma constatação prática já que sou servidora pública municipal desde 1997 e no ano de 2000 ingressei na Vigilância Epidemiológica. Trabalhei por 10 anos na gestão do programa de imunização. De 2011 até o momento, atuo no núcleo de doenças transmissíveis onde sou referência para coordenar as ações de vigilância diante dos imensos desafios para empreender uma vigilância ativa e técnica, desde 2012. O Brasil está retrocedendo nas ações de imunização da população.

Falando especificamente do sarampo, os profissionais que compõem a rede de saúde precisam estar capacitados para a detecção dos casos suspeitos, para o trabalho diário de implementar a cultura da vacinação nos seus locais de atuação, que estejam protegidos contra as doenças imunopreveníveis e que tenham a certeza de que são atores fundamentais na vigilância ativa.

Vacinar, notificar, investigar são atos pertencentes aos dispositivos técnicos que respaldam a vigilância das doenças imunopreveníveis e isso não é uma escolha…. é compulsório.

Não perder oportunidades de vacinação implica em estender o horário de funcionamento das salas de vacinas. A sociedade evoluiu e as mães ou responsáveis pelo cuidado à criança trabalham em tripla jornada. Fechar uma unidade de saúde às 17 horas é dificultar o acesso. Não programar atividades aos finais de semana para vacinação dos trabalhadores é perpetuar uma prática que está ultrapassada.

Falar sobre a importância da vacinação deve estar no currículo escolar. O Programa Saúde na Escola precisa ser ampliado para levar informação e vacina aos estudantes. As ações de saúde do trabalhador precisam articular com os a indústria e o comércio, a importância da vacinação. Uma criança doente que necessitará de cuidados ou um indivíduo doente é atraso para a economia do país. Já temos registros de inúmeros surtos de sarampo entre adultos em empresas. Cada criança menor de um ano que morre é a prova da incapacidade dos gestores públicos em garantir a vida, pois impacta diretamente no índice de desenvolvimento humano de uma cidade.

É uma força tarefa, profissionais comprometidos de todas as áreas têm a missão de propagar as evidências científicas. O acesso a informação científica precisa atingir a todos, principalmente as pessoas que são manipuladas pelas falsas notícias.

Vacinas salvam vidas, não acredite em falsas notícias. Ninguém tem o direito de manipular o seu direito à vida e à saúde. Acredite na ciência.

Fonte: Gisele Cristina Tertuliano, Enfermeira, Cientista Social, Meste e Doutoranda em Saúde Coletiva.

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