Vacinação da Pessoa Idosa

No texto do Blog desta semana, daremos continuidade ao tema vacinação nas diferentes faixas etárias e abordaremos a vacinação em idosos. O Curso Básico em Sala de Vacinas está disponível na plataforma ONLINE da ASTHA Cursos Especializados em Saúde

A vacinação da pessoa idosa como medida preventiva, é um compromisso do governo brasileiro, em consonância com os preceitos do Sistema Único de Saúde – SUS, de atender, assim, os princípios da universalidade, a integralidade e a equidade da atenção à saúde na área de imunizações da pessoa idosa.

As secretarias estaduais e municipais de saúde, desempenham um papel fundamental nessa ação, e para a execução desse objetivo e em especial sobre a vacinação contra o vírus influenza, tem-se o apoio da Organização Panamericana de Saúde – OPAS, das sociedades científicas e da aliança com a sociedade civil, que se renova a cada ano. O fato de que a população com idade superior a  60 anos apresentar maior risco de adoecer e morrer, em decorrência de algumas doenças imunopreviníveis, tais como a gripe e a pneumonia, fundamenta a realização de vacinação desde o ano de 1999.

A vacina contra influenza traz inúmeros benefícios aos idosos, uma vez que fornece elevada proteção contra as frequentes complicações associadas à gripe, as quais são responsáveis por internações e óbitos. Já o calendário de vacinação da pessoa idosa, preconiza as doses de reforço contra a difteria e o tétano, a vacinação contra a hepatite B, vacinação contra a febre amarela (considerando o estado de saúde de cada idoso) e em casos especiais a vacina contra as infecções pneumocócicas.

A vacina dupla tipo adulto, previne a difteria e o tétano, e a prevenção contra o tétano é importante para a prevenção do risco do tétano acidental. Essa população apresenta vulnerabilidade aos acidentes e os cuidados com suas lesões de pele podem expor idoso a bactéria.

A vacina contra a hepatite B, irá proteger o idoso a situações de risco de contágio como: relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada; compartilhamento de materiais de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam);na confecção de tatuagem e colocação de piercings, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos que não atendam às normas de biossegurança entre outros.

Para a vacinação contra a febre amarela é importante a avaliação médica em relação ao risco de reações adversas em função de doenças crônicas. A vacinação contra o pneumococo previne as infecções dos pulmões e ouvidos, por meningite e infecções do sangue.

As redes sociais de vigilância em saúde contam com a mobilização e participação ampla de todos os seguimentos da sociedade, em especial os ligados aos grupos prioritários. Cabe ainda, a articulação das instituições do setor saúde, incluindo a rede de serviços em todos os níveis de complexidade.

Na área da comunicação e saúde, é importante o isso da mídia social, convencional e alternativa em complementação à mídia nacional e inserindo informações de interesse local como cronograma de vacinação, intensificações, locais de vacinação etc.

É importante que cada idoso e família, reflitam a vacinação como prática social, solidariedade coletiva e emancipação individual.

Fonte: Enf. Gisele Cristina Tertuliano. Cientista Social, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva

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