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Vacinação da população indígena

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A população indígena no Brasil é estimada em aproximadamente 817.963 mil pessoas, distribuídas em 305 sociedades indígenas. Desse total de pessoas, 57,7% vivem em terras indígenas oficialmente reconhecidas. (IBGE,2010)

A Constituição do Brasil de 1988 dá um novo redirecionamento às questões indígena ao reconhecer o direito à diversidade cultural e social.

Para realizar uma adequada assistência a populações indígenas, é sempre importante analisar a medicina indígena de forma isenta de preconceitos e considerar a preservação desta prática milenar como um dos objetivos a ser alcançado. Neste sentido, é fundamental a formação de profissionais em saúde indígena, índios ou não-índios, com conhecimentos antropológicos, epidemiológicos e de saúde pública. (FUNASA,2004). O respeito às tradições de cura de cada povo, por exemplo, deve ser incorporado ao atendimento público.

Há 20 anos, o movimento indígena conquistou um subsistema de saúde mantido pela União que levasse em conta as particularidades étnicas, culturais e epidemiológicas de cada um dos 305 povos indígenas que vivem no país, denominado Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASI), vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS).  Uma secretaria especial coordena ações para os atendimentos que são realizados nos 34 distritos sanitários que funcionam nas comunidades. Essa estrutura —que já integra o SUS  mas tem especificidades próprias— trouxe avanços no acesso aos serviços de saúde, embora ainda tenha o desafio de conseguir fixar profissionais de saúde e integrá-los aos conhecimentos e crenças das etnias.

Maio é o mês de vacinação dos povos indígenas. Esta iniciativa visa de aumentar a cobertura vacinal, o acesso a vacinação, reduzindo as iniquidades à população indígena, além de fortalecer a vigilância epidemiológica das doenças imunopreveníveis nas aldeias e melhorar a qualidade da informação.

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Fonte: Enf. Gisele Cristina Tertuliano, Cientista Social, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

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