Vacinação na gestação: proteção para a mulher e o feto

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Os principais objetivos da vacinação, na gestante, são a sua proteção, prevenindo doenças e complicações da gestação, e a proteção do feto, recém-nascido e/ou lactente, favorecendo-o com anticorpos para que possa resistir a infecções devido à baixa resistência do sistema imunológico.

vacinação em gestantes protege a criança por meio da passagem de anticorpos pela placenta, pelo colostro e leite materno. Porém, somente alguns imunobiológicos são recomendados para as gestantes.

O Programa Nacional de Imunização (PNI) recomenda as vacinas contra a hepatite B; contra a difteria, tétano e coqueluche; influenza.

A vacinação contra a Hepatite B previne a transmissão perinatal, quase 25% das crianças contaminadas desenvolverão infecção hepática crônica (FEBRASGO,2020). Entretanto, é importante a mulher, até mesmo antes de engravidar, ter certeza se já foi ou não vacinada. Caso não tenha tomado as três doses (ou não tenha certeza disso), ela deve realizar a sorologia da doença para se certificar se está imunizada.

A vacina Tríplice Bacteriana Adulta (dTpa) protege contra Coqueluche, Tétano e Difteria. A Coqueluche é a quinta maior causa de morte em crianças, sendo especialmente grave em bebês até seis meses. O Tétano é uma doença conhecida no período pré-natal, possuindo alta taxa de letalidade devido à contaminação do cordão umbilical durante o parto. Já a Difteria é uma doença que pode causar obstrução respiratória, tendo alta taxa de mortalidade entre os recém-nascidos. (FEBRASGO,2020)

Segundo o Programa Nacional de Imunização, a gestante deve tomar essa vacina a partir da 20° semana ou no puerpério (até 45 dias após o parto), pois qualquer vacina demora de 7 a 15 dias para poder desenvolver os anticorpos no indivíduo. É fundamental que a mãe tome a vacina no prazo, para que haja tempo de criar e transmitir os anticorpos para o feto.

A vacinação contra a gripe deve ser aplicada antes do inverno. A prevenção é importante porque a gestante possui quatro vezes mais chance de desenvolver uma condição crítica, podendo até vir a óbito. Além disso, a gripe também pode aumentar em 30% o risco de nascimento prematuro do bebê.

É recomendável avaliar a história vacinal de mulheres em idade fértil, gestantes, puérperas e seus respectivos registros vacinais, pois independentemente do período de atraso de uma vacina, não é necessário reiniciar os esquemas vacinais, somente completá-los seguindo as normas e os procedimentos vacinais específicos para cada vacina.

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Fonte: Enf. Gisele Cristina Tertuliano, Cientista Social, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva.

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